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  • Matheus Mans

Crítica: 'Sem Rastros' é suspense banal e esquecível


Incrível como o cinema norte-americano produz filmes de suspense genéricos em larga escala, sempre encontrando uma brecha em distribuição no mercado de video on demand. O longa-metragem dessa vez é Sem Rastros, filme policial e de suspense dirigido e roteirizado por Peter Facinelli (o pai do vampiro Edward na saga Crepúsculo). É um filme sem força e sem emoção.


Mas vamos por partes. O longa-metragem acompanha a história de Wendy e Paul, casal que descobre que sua filha desapareceu, sem vestígios, durante uma viagem em família. Quando a polícia não tem nenhuma pista, os dois assume a investigação, suspeitando de tudo e de todos, enquanto busca evidências para provar que ela foi sequestrada por alguém próximo da viagem.

Primeiramente, já fica evidente a limitação técnica dos dois protagonistas, Anne Heche (Seis Dias, Sete Noites) e Thomas Jane (Do Fundo do Mar). Apesar de um claro esforço dos dois, percebe-se que os sentimentos de uma criança desaparecida não afeta o casal como deveria. Falta intensidade na dor desses dois e, por mais que tenha reviravoltas, não se justifica.


Além disso, Facinelli trafega em um mar de repetição e mesmice ao longo das quase duas horas de duração. O casal fica pra lá e pra cá, sempre com decisões pouco coesas. A falta de delicadeza no roteiro de Facinelli, aliás, é outro problema. Rapidamente dá para sacar que algo não está certo na história e imaginar o final -- ainda mais com os excessos do dono do camping.


Sem Rastros, assim, acaba apostando em decisões estéticas e narrativas que não fazem mais sentido em uma produção dos anos 2020, investindo em mesmices. Hoje, as pessoas buscam nos filmes ideias novas, suspenses que realmente surpreendam. Sem Rastros não consegue trazer nada disso. Serve apenas como um passatempo qualquer, sem muitas expectativas.

#Crítica #Cinema #Suspense #Filme

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