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Crítica: 'Sobibor' é bom filme, mas que se mantém no óbvio


O cinema nada mais é do que um espelho da realidade. Portanto, faz total sentido retratar grandes acontecimentos históricos de formas diferente, explorando diversas abordagens e pontos de vista. O drama Sobibor, de Konstantin Khabenskiy, é um dos muitos longas que se arrisca a falar sobre o período nazista, mas que foca na história verídica da fuga que ocorreu na Polônia, na cidade de Sobibor.

Já existem filmes brilhantes sobre a Segunda Guerra Mundial e os absurdos pelos quais os judeus foram obrigados a passar em campos de concentração — como é o caso de O Menino do Pijama Listrado e A Lista de Schindler. Quem já assistiu a esses casos, pode ficar facilmente entediado com o início de Sobibor, pois se assemelha muito a uma repetição de histórias. No entanto, o que de fato o sustenta é a fuga planejada pelos prisioneiros e a maneira como Khabenskiy foi capaz de desenvolver os personagens.

Ainda que contenha uma violência bastante explícita, com cenas que beiram o desnecessário, Sobibor se apresenta mais como um drama do que um filme de ação. A primeira hora de filme pode se tornar bastante cansativa, mas é bastante difícil se desconcentrar depois. Cada personagem possui um papel específico dentro do planejamento da fuga, e o espectador acaba torcendo para que que tudo saia conforme o combinado — além de torcer por uma certa vingança aos alemães nazistas.

Mais entretenimento do que qualquer coisa, Sobibor não se destaca dentro de outros de seu gênero, mas nem por isso deixa de ser um filme interessante de se assistir. Com um elenco mediano e uma história que melhora de maneira crescente, suas quase duas horas de duração não são desperdiçadas.

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