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  • Beatriz Marques

Crítica: 'Tudo que Quero' é ótima trama sobre sonhos e autismo


Em Tudo que Quero, a mais velha das irmãs Fanning brilha com sua incrível atuação no papel de uma menina autista que busca realizar seu sonho. Dakota interpreta Wendy, uma menina com alto nível de autismo e uma grande paixão: Star Trek.

No novo filme de Ben Lewin, Wendy batalha para conseguir superar suas dificuldades e provar para todos que ela pode ter uma outra vida. O foco do filme é em torno da própria Wendy e suas batalhas internas, apesar do relacionamento de Wendy com sua irmã ser extremamente importante para a trama.

O diretor, conhecido pelo filme As Sessões, de 2012, soube explorar bem a relação do autismo de Wendy e das dificuldades de Spooky em entender os sentimentos e relações humanas. Obviamente, Lewin tinha limites que não poderia ultrapassar sem se apropriar do universo de Star Trek, mas soube contornar bem essa situação.

A personagem de Fanning, por vezes, até lembra Sheldon, o personagem principal de The Big Bang Theory, que também tem alguns problemas em entender piadas, sarcasmo, como a protagonista do longa-metragem.

O enredo, que gira em torno da jornada de Wendy, em busca da realização de seu sonho, foi bem construído, envolvendo os espectadores, principalmente aqueles que conhecem o universo de Star Trek.

A única coisa que decepciona um pouco é a tradução do título em português. Em inglês, o filme é Please Stand By (algo como, “por favor se acalme”), uma frase que serve como mantra para Wendy toda vez que ela está prestes a ter uma crise. O título no Brasil, apesar de ser uma boa tradução, perde um pouco do significado que o original carrega.