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  • Matheus Mans

Crítica: 'Um Dia para Sempre!' brinca com feitiço do tempo para falar de amor e desamores


O cinema "estilo Feitiço do Tempo" se tornou uma espécie de instituição dos filmes que querem brincar com o tempo, amor e outras lições sobre a vida. Palm Springs foi, talvez, o exemplo mais acertado dos últimos anos, enquanto No Limite do Amanhã foi o mais ousado. Agora, chega aos cinemas nesta quinta, 9, o filme que volta a brincar com amor e tempo: Um Dia para Sempre!.


Dirigido e roteirizado por Maggie Peren, o longa-metragem alemão conta a história de Zazie, uma jovem confusa com os rumos de sua vida e que fica ainda mais aflita quando é chamada para o casamento de um de seus melhores amigos. O motivo? Ele está se casando com a rival da protagonista. É aí que começa o drama da jovem, desesperada com a sua própria vida.


É neste momento, quando Zazie vai para o casamento do amigo, que Peren coloca os elementos de Feitiço do Tempo: toda vez que as coisas saem mal na celebração e Zazie vai pra casa frustrada, ela acorda no mesmo dia. Dia de casamento novamente. É aí que começa a graça da coisa, com a personagem tentando adivinhar como sair desse Dia da Marmota tão infeliz.

Um Dia para Sempre! não tem um grande sopro de originalidade, como No Limite do Amanhã conseguiu fazer. A história envolvendo sentimentos e emoções recai em lugares-comuns cansativos e que já vimos feitos de maneira mais hábil, como em Palm Springs. Peren parece se contentar com algumas possibilidades que não ousam, não brilham e, é claro, não inovam.


O que funciona aqui é a atuação de Alicia von Rittberg (Furry), que se encaixa bem no papel dessa jovem perdida na vida e, principalmente, nos caminhos de seu coração. Ajuda também a embarcar na proposta a boa produção para criar o clima do filme, principalmente com uma trilha sonora um tanto quanto óbvia e que, justamente por isso, causa certo acolhimento.


Assim, pode-se dizer que Um Dia para Sempre! não é um grande filme, sequer consegue se destacar nesse pequeno universo de filmes temporais. No entanto, pode funcionar como um passatempo para quem quer revisitar essas histórias, sem qualquer sobressalto ou surpresa, enquanto pensa o que poderia fazer se um dia de sua vida entrasse em um looping infinito.

 

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