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  • Matheus Mans

Crítica: 'Uncharted' quebra maldição e faz filme divertido inspirado em videogame


Quando falamos em filmes inspirados em videogames, já dá um frio na espinha. Afinal, são pouquíssimos os casos (ou melhor, existe algum?) que realmente funcionam na telona. Felizmente, porém, Uncharted: Fora do Mapa quebra a maldição e faz um filme divertido, sem muito compromisso, que funciona como passatempo nos cinemas, com pipoca e refrigerante.


Na trama, acompanhamos Nathan (Tom Holland), um rapaz apaixonado por história por conta do irmão mais velho e que, no momento, vive de pequenos golpes. Sua vida vira de cabeça para baixo, porém, quando ele cruza o caminho de Victor (Mark Wahlberg), um homem que quer roubar uma cruz, que será vendida num leilão, e pode abrir o tesouro de Fernão de Magalhães.


A partir daí, começa uma verdadeira mistura de Indiana Jones com qualquer outra história de Dan Brown. Afinal, há a aventura de buscar esse tesouro escondido, enquanto o roteiro de Rafe Judkins (A Roda do Tempo), Art Marcum (Homem de Ferro) e Matt Holloway (MIB: Homens de Preto - Internacional) brinca com teorias da conspiração e tramas histórias rocambolescas.

Não há qualquer sopro de inventividade aqui, tampouco uma direção ousada de Ruben Fleischer (Zumbilândia). Uncharted: Fora do Mapa segue o arroz com feijão para entregar um resultado satisfatório. E isso funciona: as quase duas horas passam voando, com essa mistura de aventura, ação e comédia, com vilões (Antonio Banderas, Tati Gabrielle) óbvios, mas funcionais.


Holland faz um tipo bem parecido com Peter Parker, com as mesmas sacadas cômicas e ingenuidade em alguns momentos -- deve ser toques de Marcum no roteiro. Wahlberg está mais Nathan Drake do que Holland, com uma vitalidade curiosa, e isso acaba rendendo bem para a trama: apesar das possibilidades jogando contra, a dupla consegue apresentar afinidade na tela.


Enfim: Uncharted: Fora do Mapa não é a redescoberta do cinema, tampouco pode ser considerado um filme memorável. Segue o básico, mas faz isso bem feito. Não vai mudar sua vida, mas pelo menos entregará duas horas divertidas dentro do escurinho do cinema. Ah, e quem sabe não seja um primeiro novo passo para as adaptações de videogames, não é mesmo?

 

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