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  • Matheus Mans

Do pior ao melhor, todos os filmes de Star Wars nos cinemas


Em 1977, ninguém sabia direito o que era aquela história de naves e política espacial que chegava às telonas. Muitas pessoas já tinham entrado em contato com quadrinhos e outros materiais referentes ao universo de George Lucas, que os lançou pra preparar o público. No entanto, ainda assim, o clima de mistério permaneceu e a sensação de descobrimento nas salas de cinema fez com que Star Wars IV: Uma Nova Esperança se tornasse um marco para o cinema.

O restante da história você deve saber. A franquia Star Wars cresceu e George Lucas viu o seu universo se expandir cada vez mais -- tanto em termos de filmes como em ganhos para seu bolso. Hoje, o controle das histórias está nas mãos da Disney, que aproveita todo o seu potencial. Afinal, já lançou um spin-off da história principal e está dando continuidade para a trama de Luke, Leia e companhia. Não é à toa que chega agora, aos cinemas, o capítulo IX da trama espacial.

Por isso, o Esquina resolveu fazer o ranking definitivo do universo de Star Wars, indo do melhor ao pior filme da franquia.

Star Wars II: Ataque dos Clones

Acredito que este capítulo seja uma unanimidade quanto aos seus problemas e a sua posição em rankings sobre o universo de Star Wars. Da Nova Trilogia, este é o mais irregular e com os maiores problemas narrativos e técnicos. Afinal, Lucas abandonou efeitos práticos e adotou um visual de videogame enjoativo. Além disso, todo o roteiro está pronto para ser jogado no lixo -- até Natalie Portman, atriz excelente, não consegue desenvolver suas cenas. E coitado de Hayden Christensen! Ele já é um ator ruim fora de Star Wars. Aqui, então, sua atuação é uma catástrofe. A única coisa que salva é a trama com Obi-Wan e a guerra final com os jedis reunidos, ainda que tenha faltado uma cena impactante e de força para a história.

Star Wars I: A Ameaça Fantasma

Muita expectativa tinha sido criada ao redor de Star Wars I: A Ameaça Fantasma. Afinal, era o retorno da franquia após 16 anos de O Retorno de Jedi. No entanto, todo o ânimo acabou indo por água abaixo. Não que o filme seja um desastre total. Liam Neeson está ótimo como Qui-Gon Jinn e ainda temos uma amostra de Darth Maul, que anima. No entanto, a direção do próprio George Lucas acaba valorizando mais o lado técnico do que o desenvolvimento de roteiro, deixando muitas cenas longas demais -- ainda que sejam interessantes, como as corridas de pods e a luta de sabre. Faltou mais cuidado e um retorno mais épico da franquia que tantos esperavam. Além disso, nem precisamos falar da contagem de midi-chlorians e de Jar-Jar Binks, né?

Star Wars III: A vingança dos Sith

Aqui, o filme fica muito mais sombrio do que os dois anteriores e conta com momentos que ficaram marcados na mente de alguns, como o duelo entre Yoda e Palpatine, a briga entre Obi-Wan e Darth Vader e a sedução, aos poucos, de Anakin para o lado negro da força, que deixa a trama mais impactante. Ainda assim, porém, os velhos problemas de George Lucas na direção voltam a aparecer. O primeiro é a péssima direção de atores, que não ajuda a salvar a atuação pífia de Hayden Christensen. Há, também, algumas soluções bem bobas de roteiro e que estragam parte da magia das boas cenas -- como Yoda desistindo da luta contra o Imperador na metade. É, sem dúvidas, o melhor da Nova Trilogia. Mas faltou muito para chegar à trilogia antiga.

Star Wars VI: O Retorno de Jedi

O grande final da franquia é, sem dúvidas, grandioso. Temos alguns momentos que ficaram marcados e outros que até entraram para a história do cinema. O que falar do embate entre Luke, Darth Vader e Palpatine? E a belíssima sequência inicial no Palácio de Jabba? Ou, ainda, a impressionante corrida de speeders na Lua de Endor? Tudo isso funciona e permite que o filme seja extremamente interessante. Ainda assim, porém, ele está atrás da lista por um fator determinante: os Ewoks. Mesmo não sendo tão horrível quanto parece, eles tiram a atenção dos três protagonistas e fazem a história perder um pouco da força inicial. Há, ainda, uma repetição de estrutura no final do filme, quando é preciso destruir uma nova e poderosa Estrela da Morte.

Star Wars VII: O Despertar da Força

O Despertar da Força não entrou no top três por muito, muito pouco. Afinal, o filme tem um aspecto sensacional: a coragem. J. J. Abrams, que ficou a cargo de retomar a franquia, não teve medo de fazer algumas decisões corajosas, como matar alguns personagens e não ter medo de criar novas figuras dentro deste universo. E o acerto, quanto a estes pontos, é, de fato, incrível. Se não fosse isso, a gente não teria BB-8, a incrível Rey e os divertidos Finn e Poe Dameron. Ainda assim, ele saiu dos três principais por não ter a mesma coragem em seu roteiro. Infelizmente, a história de O Despertar da Força é uma reciclagem do Episódio IV, criando aquele sentimento de “acho que já vi esse filme antes”. Sem dúvidas, poderiam ter ousado mais.

Rogue One: Uma História Star Wars

Primeiro spin-off de Star Wars após a Disney comprar os direitos da franquia. Apesar de um grande receio de fãs, o filme de Gareth Edwards conseguiu resgatar o clima clássico de Star Wars em uma trama bélica e cheia de detalhes de encher os olhos. Além disso, a maioria de seus personagens convence e os atores, bem mais conhecidos que de O Despertar da Força, conseguem dar sentido para suas histórias, preocupações e dilemas -- ainda que alguns desses dilemas sejam um tanto quanto fracos, apoiados em acontecimentos únicos em suas vidas. Ainda assim, nada tira o brilho de Rogue One, que ainda tem um final de encher os olhos -- tanto por conta da beleza natural de suas passagens, quanto pelas lágrimas que devem escorrer.

Star Wars IV: Uma Nova Esperança

Filme que abriu as portas para Star Wars nos cinemas. Afinal, pela primeira vez, uma ficção científica foi levada a sério nos cinemas com uma trama requintada, com fundo político, e de um impacto visual sem precedentes. Além disso, somos apresentados à personagens que se firmaram no imaginário social e cinematográfico, com força interpretativa de atores que ainda não eram tão conhecidos -- principalmente Mark Hamill, que faz um belo trabalho como Luke. Além disso, a inserção de efeitos práticos, que não poluem a narrativa, não faz com que a trama escape dos espectadores. Esses efeitos só engrandecem a trama com um universo que faz os olhos brilharem. O filme só não está em primeiro lugar pois o outro filme é um espetáculo e ainda melhor.

Star Wars V: O Império Contra-Ataca

Depois de Uma Nova Esperança, parecia que nada mais poderia melhorar. No entanto, os cinemas receberam O Império Contra-Ataca dois anos depois e o resultado foi de fazer cair o queixo. O filme é impecável do começo ao fim. Seja pela trilha sonora ainda mais potente de John Williams como também os acontecimentos que se desenrolam a partir do primeiro filme. Afinal, a partir daqui, não temos só personagens superficiais e batalhas espaciais. Há desenvolvimento de conflitos, inserção de filosofia, romances e uma forte carga dramática na história. É Star Wars ao melhor estilo. E que final tem O Império Contra-Ataca! Deixou o mundo surpreso e marcou presença na história do cinema. Impossível não estar em primeiro lugar no ranking.