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  • Foto do escritorAmilton Pinheiro

IMS promove 7a edição do Festival da Serrote e lançamento da sua revista de ensaio


A revista Serrote chega a sua 46a edição com a tradução de um novo texto do escritor chileno Alejandro Zambra, considerado uma das melhores vozes da literatura contemporânea latino americana, Um conto de Natal, em que fala da sua relação com o seu editor David Tightwad.


Além desse texto, que abre a edição e já está no mercado, tem um relato familiar de Djaimilia Pereira de Almeida sobre a ideia de “mulata”, entre outros ensaios importantes como o conceito de “Pretagogias”, de Andréa Hygino e Alisson Damasceno, e os ensaios dos vencedores do concurso que a revista faz há algum tempo.


E para comemorar os 15 de existência da publicação, o Instituto Moreira Salles (IMS), através da sua revista de ensaio, promove a 7a edição do Festival Serrote entre sexta, 3, e sábado, 4, na sede da instituição na Av. Paulista, com entrada gratuita (veja programação completa no final da matéria).


“Todas as edições do festival têm a preocupação de reunir a comunidade de leitores e colaboradores da Serrote, dos que escrevem na edição que coincide com o evento e de outros que vem sendo fundamentais para a revista”, explica por e-mail, o editor da publicação, Paulo Roberto Pires.


Como atesta o editor da Serrote, o intuito é reunir textos dos convidados dessa sétima edição do Festival e de colaboradores afetuosos da publicação como o próprio Alejandro Zambra, que fará o encerramento do festival no sábado, 4, às 19h, falando de sua obra para o público presente.


“Neste ano, por exemplo, temos o [Alejandro] Zambra, traduzido nesta edição [da revista], mas já há muito parte de nossa história: este é o terceiro texto que publicamos dele e, em 2012, se não me engano na primeira vinda dele ao Brasil, Zambra esteve na casa que o IMS então organizava em Paraty, na Flip [Festa Literária Internacional de Paraty]. E temos como mediadora a Juliana Borges, nossa colaboradora como ensaísta, mediadora e jurada do concurso de ensaísmo”, fala Pires.

Outros convidados que farão parte da 7a edição do Festival, que traz como tema “As literaturas periféricas e as narrativas de experiências negras”, são o escritor e professor da Unicamp, Mário Augusto Medeiros da Silva, Triscila Oliveira, roteirista e ativista, coautora das HQs “Confinada e os Santos”, além de Fernanda Silva e Sousa, crítica literária e tradutora e Thaís Regina, jornalista e ensaísta.


O Festival é direcionado não somente para os leitores da revista Serrote, mais também, como diz Pires, para um público mais amplo, até para formar novos leitores da publicação de ensaio do IMS que chega a 15 anos de existência de forma ininterrupta, algo a ser muito comemorado.

“O festival serrote é, enfim, uma celebração do espírito da revista, o de abrir um diálogo amplo, uma celebração que só faz sentido é claro, com a presença do leitor”.


Serviço - Festival serrote


3 e 4 de maio (sexta e sábado)

Cineteatro do IMS Paulista

145 lugares

Entrada gratuita, com distribuição de senhas.

Para o dia 3 de maio, sexta | Distribuição de senhas 1 hora antes do evento, com limite de 1 senha por pessoa.

Para o dia 4 de maio, sábado | Distribuição de senhas para qualquer uma das mesas a partir das 12h. Limite de 1 senha por mesa para cada pessoa.

Evento com interpretação em Libras

IMS Paulista

Avenida Paulista, 2424

São Paulo

Tel.: 11 2842-9120

imspaulista@ims܂com܂br


PROGRAMAÇÃO COMPLETA


3 de maio (sexta-feira)

20h - serrote ao vivo

Alejandro Zambra + Hurtmold + Padmateo + Thiago Rocha Pitta + Triscila Oliveira + Vivian Caccuri & Thiago Lanis + Yasmin Santos

4 de maio (sábado)

15h – Mesa 1: Reescrevendo histórias negras

Fernanda Silva e Sousa e Thaís Regina. Mediação: Bianca Santana

17h – Mesa 2: As periferias e os livros

Mário Augusto Medeiros da Silva e Triscila Oliveira. Mediação: Juliana Borges

19h – Mesa 3: Encontro com Alejandro Zambra

Alejandro Zambra. Mediação: Ana Lima Cecilio

Evento com tradução simultânea


SOBRE OS PARTICIPANTES


Alejandro Zambra (1975) é romancista, ensaísta e poeta chileno radicado na Cidade do México. É autor de Bonsai, Poeta chileno e Literatura infantil, todos publicados no Brasil pela Companhia das Letras. A serrote 46, lançada no festival, apresenta seu texto “Um conto de Natal”, escrito em diálogo com o editor Andrés Braithwaite. De Zambra a revista também já publicou os ensaios “Caderno, arquivo, livro” (#15) e “À procura de Pavese” (#22).


Ana Lima Cecilio (1978) é editora e curadora da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

Bianca Santana (1984) é jornalista e escritora, professora na FAAP e na FGV, e diretora-executiva da Casa Sueli Carneiro, que compõe a Coalizão Negra por Direitos. É autora de Arruda e guiné: resistência negra no Brasil contemporâneo (Fósforo, 2022), Continuo preta: a vida de Sueli Carneiro (Companhia das Letras, 2021) e Quando me descobri negra (Fósforo, 2022). Foi uma das juradas do Concurso de Ensaísmo serrote 2023.


Fernanda Silva e Sousa (1993) é nascida e criada no Itaim Paulista, extremo leste da cidade de São Paulo. É doutora em teoria literária e literatura comparada pela Universidade de São Paulo (USP), tradutora, crítica e professora. Seu texto “Dos pés escuros que são amados” ficou em primeiro lugar no Concurso de Ensaísmo serrote 2023 e foi publicado na edição #45 da revista.

Hurtmold é uma das principais bandas do cenário alternativo e instrumental no país, com influências do rock e diversos gêneros. Presente desde a primeira edição da serrote ao vivo, em 2018, o grupo atualmente é formado por Fernando Cappi (guitarra e rabeca), Guilherme Granado (teclado/sinth e vibrafone), Marcos Gerez (baixo e sampler), Mário Cappi (guitarra e flauta), Richard Ribeiro (bateria) e Rogério Martins (percussão e clarone).


Juliana Borges (1983) é escritora, estuda segurança pública e é conselheira da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Droga e da Plataforma Brasileira de Política de Drogas. Feminista antipunitivista e antiproibicionista, é autora dos livros Encarceramento em massa (Pólen) e Prisões: espelhos de nós (Todavia). Na serrote, publicou "A quem interessa lotar as prisões?" (#33) e "A vida pulsante das periferias" (#35-36).


Mário Augusto Medeiros da Silva é professor do Departamento de Sociologia da Unicamp e diretor do Arquivo Edgar Leuenroth. É autor de volumes de contos e do livro A descoberta do insólito: literatura negra e literatura periférica no Brasil (1960-2020), publicado em edição ampliada pelo Sesc em 2023.


Padmateo (1999) vive e trabalha entre Salvador e Jequié (BA), onde nasceu. É artista transdisciplinar e crítica de arte, bacharelanda em artes visuais pela UFBA e em arquitetura e urbanismo pela Unifacs. Em sua pesquisa, estuda as fantasmagorias e o invisível como método de emancipação do gênero e de trânsitos não binários. Ficou em terceiro lugar no Concurso de Ensaísmo serrote 2023 com “Pepper´s Ghost”, publicado na edição #45.


Thaís Regina (1996) nasceu em São Paulo, é repórter e ensaísta. Já colaborou com veículos como Time, Agência Pública, Elle Brasil e Uol. Formada em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, atualmente estuda a relação entre prisões, poder e resistência. “Severinos, o Brasil é uma guerra nossa”, publicado na serrote 45, ficou em segundo lugar no Concurso de Ensaísmo serrote 2023.


Thiago Lanis (1983) é artista, DJ e músico e nasceu no Rio de Janeiro.

Thiago Rocha Pitta (1980) nasceu em Tiradentes (MG) e vive entre o Rio de Janeiro e Petrópolis (RJ). Artista multimídia, explora linguagens de vídeo, fotografia, escultura, intervenções públicas e aquarela. Na serrote 46, publica o ensaio visual “O suplício de Cabral”.


Triscila Oliveira (1985) vive em Niterói (RJ) e é escritora, roteirista e ativista dedicada a pautas de gênero, raça e classe. Com o desenhista Leandro Assis, publica charges na Folha de S.Paulo e lançou os livros de quadrinhos Confinada (2021) e Os santos (2023). Este último narra as histórias cruzadas de uma família periférica e uma família branca rica da Zona Sul carioca.


Vivian Caccuri (1986), nascida em São Paulo e radicada no Rio de Janeiro, propõe experimentos com o som em trabalhos que abarcam dimensões visual, corpórea e tecnológica. Seu trabalho está publicado na serrote 46.


Yasmin Santos (1998) é jornalista e escritora e vive no Rio de Janeiro. Colaborou com veículos como piauí, Quatro Cinco Um, Folha de S.Paulo, Nexo, The Intercept Brasil, Uol, GQ e Elle Brasil. É editora do selo Companhia das Letras. “Ladainha da sobrevivência”, menção honrosa no 4o Concurso de Ensaísmo serrote, em 2021, foi publicado no número 40 da revista.

 

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