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  • Matheus Mans

Luís Martins lança álbum audiovisual com releituras de Chico e Caetano


Nem mesmo a pandemia conseguiu parar o cantor e compositor baiano Luís Martins. Dono de uma voz marcante, que sabe embalar as letras e melodias que saem de sua garganta, o músico acaba de lançar nas plataformas digitais Sonho Live, seu terceiro álbum e que faz uma justa homenagem à música popular brasileira com releitura de Chico Buarque e Caetano Veloso.


Produzido durante a pandemia, o trabalho traz duas versões para músicas de Caetano e três de Chico, além de uma seleção de seus dois primeiros trabalhos autorais, os marcantes Sou Músico e Seis Meses, ambos lançadas pela produtora Arroz de Hauçá. Além disso, o álbum realça as influências do samba, jazz, pop, blues e da bossa-nova, sempre com muito requinte e elegância.


Martins, além do álbum, também lança um DVD, Luís Martins Sonho Live, já disponível no YouTube. O álbum audiovisual utiliza projeção mapeada e uma diversidade de instrumentos - violão, agogô, bateria, castanhola, atabaque, sax e acordeão, por exemplo - e versões de Reconvexo, Você não Entende Nada, Sou Eu, Homenagem ao Malandro e dentre outros.


Abaixo, confira nossa conversa exclusiva com Luís Martins sobre álbum e sua carreira:


Esquina da Cultura: Luís, me conta um pouco da sua trajetória? Como começou na música, de onde vem sua inspiração?


Luís Martins: Tenho no meu histórico de vida um pai sanfoneiro e admirador da música. No contexto em que vivi a música e os livros era convivência obrigatória. Com a consolidação do meu primeiro negócio, não tive dúvida da minha nova caminhada.

Esquina: E como foi a criação e concepção do “Sonho Live”?


Luís: Sonho Live é um compêndio dos dois álbuns e um single anteriormente lançados. E de algumas músicas de outros compositores que quis homenagear e já apresentei em alguns shows.


Esquina: Como foi para misturar sua obra com releituras de Chico e Caetano?


Luís: Trazer releituras de grandes artistas da MPB é enaltecer nosso projeto e também dar continuidade a esse viés musical. Trago para meu conceito a influência direta de Chico, Caetano, Noel, Dominguinhos, entre outros, referencias durante toda a minha vida, que marcaram com suas letras e melodias. Cantar a MPB e os seus clássicos fazem parte do meu cotidiano.


Esquina: Você fez a gravação do DVD em meio a pandemia. Foi mais desafiador? Como foi esse processo?


Luís: A pandemia não tem sido fácil para nenhuma área, muito menos para área do entretenimento. A produção do Sonho Live não poderia deixar de sofrer dificuldades para sua confecção. Mas, com um bom planejamento e precauções conseguimos executar. Falar em desafios em momentos como esse é falar em ideias, fórmulas e vontades. Tínhamos uma agenda de shows para esse ano, com a pandemia abriu-se um hiato onde não nos permitiu seguir com a nossa turnê. Não aderindo as lives, desenvolvemos com a equipe um projeto que traduzisse a realidade do palco para todos. Nesse momento chamo a banda e começamos os ensaios que duraram 20 dias. Seguimos todas as normas de segurança e gravamos esse novo álbum audiovisual.

Esquina: Hoje em dia, a gravação de DVD está cada vez mais rara. Qual a importância de se fazer presente também neste formato?


Luís: A produção desse conteúdo foi direcionada para as plataformas digitais, tendo em vista um novo formato de entrega de um produto artístico, não considerando a possibilidade de CD, DVD ou LP.


Esquina: E quais são seus novos projetos? O que está planejando?


Luís: A produtora Arroz de Hauçá, ela na sua construção não contempla apenas a carreira de Luís, possui alguns projetos, um deles é o Fortuna Crítica, que traz a experiência do artista Luís Martins, entrevistando personalidades que de forma direta e indireta participam da música. O diferencial da produtora também ser um selo é que sempre existirão projetos novos. Sim, 2021 novos projetos, novo álbum e muito mais. Com o panorama atual, a pandemia nos permite focar apenas em projetos no âmbito digital, o que eu quero dizer, com a continuidade vamos trabalhar no Fortuna Crítica, trabalhar projetos mais voltados pro formato indoor. Com a consolidação da vacina e consequentemente do retorno e as possibilidades de show, retomamos a nossa turnê assim como a quarta da MPB e todos os projetos com possibilidades outdoor.

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