top of page

O cinema independente mundial se projeta na 15ª edição do Olhar de Cinema

  • Foto do escritor: Amilton Pinheiro
    Amilton Pinheiro
  • há 10 horas
  • 3 min de leitura

A Ópera de Arame foi palco mais uma vez da abertura da 15ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que aconteceu ontem a noite, 4, no lindo teatro icônico com estrutura de aço e construído numa antiga pedreira desativada. A abertura contou com a a primeira exibição no Brasil de Yellow Cake, o novo filme de Tiago Melo (Azougue Nazaré), que fez sua estreia mundial em março no prestigiado Festival Internacional de Cinema de Roterdã, dentro da principal mostra competitiva, a Tiger, que acolhe a produção do cinema independente.


Com teatro lotado mais uma vez e bem menos fria que a congelante noite de abertura do festival de 2025, o co-fundador do Olhar de Cinema, diretor geral e artístico, Antônio Gonçalves Junior, subiu ao palco para dar as boas-vindas ao público presente. “Este ano, a gente completa 15 anos. Começamos lá em 2012 e é muito gratificante para nós a cada edição poder falar ‘aqui estamos novamente’, já que todo ano é uma luta e um desafio conseguir colocar em pé um evento desse tamanho”, disse ele no começo da sua fala.


Depois de agradecer aos patrocinadores e a sua equipe, Antônio Gonçalves Junior, chamou ao palco parte da equipe do filme Yellow Cake, entre eles, as atrizes Rejane Faria (Marte Um) e a já icônica Tânia Maria (O Agente Secreto), que chegou numa cadeira de rodas, mas se levantou para subir ao palco e foi amplamente aplaudida aos gritos de “Tânia, Tânia, Tânia, Tânia...”, andando com uma certa dificuldade e amparada por duas pessoas da equipe. 



Ela levantou os dois braços e com as mãos agarradas uma na outra fez o gesto de “estamos juntos”, para logo em seguida soltar o seu conhecido sorrido largo, fazendo a plateia delirar entre palmas e gritinhos.


O diretor pernambucano Tiago Melo fez os agradecimentos corriqueiros e destacou sua alegria de passar seu filme pela primeira vez dentro do Olhar de Cinema “É um presente poder estrear o filme no Brasil, aqui nessa sala lotada, uma energia incrível. Estou muito feliz mesmo e quero agradecer ao Antônio [Gonçalves Junior] e ao festival por a gente está aqui”, e terminou sua fala dedicando a sessão a cidade de Picuí, interior da Paraíba, onde o filme foi rodado.


A protagonista de Yellow Cake, Rejane Faria, agradeceu ao público presente e falou que é uma satisfação imensa para uma atriz poder trabalhar para um roteirista e diretor tão competente como Tiago Melo. 


Quando a atriz Tânia Maria pegou o microfone para falar, o público novamente ovacionou-a com gritos do seu nome. “Sou Tânia Maria e boa noite no coração de todos vocês”, falou laconicamente ela aos gritos da plateia.


Sobre 'Yellow Cake'


O novo filme de Tiago Melo, Yellow Cake, é uma profusão de gêneros e de inventividade técnica, que vai da ficção científica, ao fantástico, passando pela terror e pela crítica social e política. O longa conta a história de um projeto, o “Yellow Cake”, que tenta erradicar a pandemia do Aedes aegypti na cidade de Picuí, que tem abundância de urânio e que pode neutralizar os efeitos da picada do mosquito transmissor da dengue.


Produzido por Kleber Mendonça Filho, o longa faz uma alegoria de um Brasil que vive a sombra de interesses americanos ao misturar gêneros nessa crítica social e política, com uma exemplar sensorialidade num marcante desenho de som, fotografia em neon, ricamente colorida e contrastante e trilha sonora que passei do piseiro, ao rock, maracatu e ópera. 


bottom of page