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  • Pedro Balciunas

Por onde andam as minisséries no Globoplay?


Desde que a anunciou em maio, num vídeo emocionante, o pacote de mais de 50 novelas a serem disponibilizadas no Globoplay, os noveleiros de plantão ficaram com as expectativas nas alturas. Porém, ao anunciar que os clássicos estão voltando, a Globo deixa de lado seu importante acervo de minisséries. Já estão no catálogo clássicos como Vale Tudo, Tieta, Laços de Família (atualmente sendo reprisada no Vale a pena ver de novo) e A Favorita. E para outubro estão previstas as chegadas de O Clone (12/10) e Brega e Chique (26/10), ambas recentemente reprisadas pelo Canal Viva. Mas pergunto: onde estão as minisséries?


A Globo possui um acervo grandioso do formato e as produções, mais curtas, têm histórico de incrível qualidade. Autoras e autores possuem mais tempo para pensar no desenvolvimento da história, afinar diálogos. As equipes de produção e direção conseguem ter um ritmo de trabalho menos insano que o de uma novela diária e os atores podem se aprofundar mais na construção de seus personagens.

Além disso, grande parte das minisséries são baseadas em fatos históricos ou adaptações de obras literárias e podem ter o papel duplo de entreter e servir como incentivo à leitura. Quando lançou as ótimas Dois Irmãos e Ligações Perigosas havia inclusive uma logomarca chamada assista esse livro. Mais ainda: ao adaptar fatos históricos, as minisséries contribuem para a construção de um registro histórico, mesmo desenvolvido de forma ficcional. Como exemplo cito as impecáveis Os Maias, A Casa das Sete Mulheres, Um Só Coração, Mad Maria, JK, etc.


Com as pessoas cada vez mais interessadas pelas séries, o Globoplay adia a chance de atrair espectadores para conteúdos nacionais que em nada devem para as fórmulas estrangeiras – cada vez mais construídas com os tijolos do folhetim. Quer um exemplo: o que é Grey’s Anatomy senão uma imensa novela com muito choro e reviravoltas divididos em 16 temporadas e um total de 356 episódios?


​Em nota, a Comunicação do Globoplay diz que "assim como as novelas, as minisséries da TV Globo fazem parte da memória afetiva do público e até hoje têm um apelo enorme pela qualidade de suas histórias que podem, e devem, ser revisitadas por gerações anteriores ou conhecidas pelo público mais jovem. Diante disso, o Globoplay está estudando projetos para esses conteúdos, mas ainda sem data definida. Sobre casos específicos como Anos Dourados, Dalva e Herivelto e Maysa foram reformatados para o projeto Luz, Câmera, 50 Anos, da TV Globo, e exibidas na grade da TV Globo".

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