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  • Foto do escritorMatheus Mans

‘Projeto Flórida’ e ótimo documentário nacional chegam aos cinemas


A primeira semana de março já começa agitada. A apenas três dias da grande premiação da sétima arte, os cinemas irão receber um dos mais injustiçados da temporada e que deve, infelizmente, passar batido. Junto à ele, um ótimo documentário brasileiro abrilhanta salas de cinema, junto com uma despretensiosa comédia nacional. Um suspense e um terror dos EUA também chegam.

O Esquina, como já é de costume, juntou as principais estreias da semana, indicando do que se trata cada uma das produções e o que a imprensa está falando sobre os filmes por aí -- sejam elas impressões positivas ou negativas, é claro. Se você clicar nas palavras em azul, incluindo os títulos, será redirecionado para páginas com informações completas sobre o longa.

O elenco chama a atenção: Helen Mirren (A Dama Dourada) e Jason Clarke (Mudbound). E a história é interessante, já que se trata de acontecimentos verídicos que aconteceram na tal mansão Winchester. Mas as coisas boas param por aí. A imprensa está detonando o filme: Bárbara Zago, aqui do Esquina, disse que o longa-metragem é previsível e que "tenta dar medo, mas sem muito efeito". Uma estrela, apenas. A Variety foi ainda mais cruel. Disse que o filme "é uma bolsa vazia de um espetáculo de susto no qual os diretores nunca descobrem uma forma de transformar em um algo animador".

Depois do chatíssimo Paulistas, o documentário Cartas para um Ladrão de Livros surge para reviver os ânimos com o gênero no Brasil. Dirigido por Carlos Juliano Barros e Caio Cavechini, o longa documental acerta ao mostrar o "outro lado" de uma série de roubos de livros raros no País. O personagem desse outro lado é o ladrão Laessio Rodrigues de Oliveira, ex-ajudante de pizzaiolo. Aqui no Esquina, adoramos o resultado. "O filme une o lado humano de Laessio com os relatos pragmáticos de seus roubos. E o resultado é incrível." Nota 5. O Cinepop também aprovou o resultado. "É impossível não se conectar e perceber em muitos momentos a alma totalmente despida de um ser humano perdido."

Outrora talentosa bailarina, Dominika Egorova (Jennifer Lawrence) encontra-se em maus bocados quando é convencida a se tornar uma Sparrow, uma sedutora treinada na melhor escola de espionagem russa. Após passar pelo árduo processo de aprendizagem, ela se torna a mais talentosa espiã do país e precisa lidar com o agente da CIA Nathaniel Nash (Joel Edgerton). Os dois, no entanto, acabam desenvolvendo uma paixão proibida que ameaça não só suas vidas, mas também as de outras pessoas. O The Playlist odiou o filme. "É a tentativa mais madura de Francis Lawrence na direção, mas também é uma porcaria". Já a Variety relativizou. "Jennifer Lawrence, nesse filme, mostra para você o que realmente é estrelar em uma tela do cinema."

Filme independente e dirigido por Sean Baker, do ótimo Tangerines, Projeto Flórida mostra o dia a dia de uma garotinha num hotel de beira de estrada na Flórida, à sombra da Disney. Lá, ela mora com a mãe, um tanto quanto imatura e irresponsável, e fica sob supervisão do zelador do local, interpretado por Willem Dafoe. Aqui no Esquina, consideramos que o filme é o mais injustiçado da temporada do Oscar. "É o grande injustiçado do Oscar, talvez por tratar de temas que sejam muito delicados para americanos. Mas não importa. A torcida agora é que o público descubra essa pérola". O Boston Globe também aprovou. "Projeto Flórida é um dos melhores filmes do ano".

Protagonizado por Johnny Massaro, Todas as Razões para Esquecer é uma comédia romântica às avessas, colocando um rapaz no protagonismo do filme e investigando os males do amor moderno -- principalmente no que concerne ao sofrimento masculino. Aqui no Esquina, gostamos do resultado, apesar de problemas que comprometem o filme como um todo. "O longa conta com boas sacadas, mas o tom genérico da história o torna esquecível." O Papo de Cinema tomou uma mesma direção. "Com uma mescla de referências que vão de Woody Allen a Noah Baumbach, o filme parece discutir, ainda que de forma leve e até superficial, como o ser humano se isola cada vez mais".

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