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  • Matheus Mans

Resenha: 'A Origem de (Quase) Todas as Coisas' é guia obrigatório para fãs de ciências


Você já parou para pensar de onde veio o nada? Ou o motivo de termos tantos insetos rastejantes por aí -- e como eles evoluíram ao longo de milênios até aqui? Ou quem teve a primeira ideia de criar um rolo de papel higiênico? São essas perguntas, e algumas centenas de outras, que são respondidas no guia-enciclopédia A Origem de (Quase) Todas as Coisas.


Escrito por Graham Lawton e desenvolvido pela revista NewScientist, a obra publicada no Brasil pela Editora Seoman busca ser um ponto de chegada daquelas pessoas que amam fazer perguntas sobre ciência, vida e sociedade e, do outro lado, sempre receber respostas completas. Afinal, neste livro-guia, nada é pela metade. Lawton sempre busca o máximo de informação.


Com isso, temos uma leitura complexa, pesada. Eu, que tenho como uma das funções de minha profissão ler livros, levei quase dois meses na absorção de tudo que li nas páginas daqui. Não dá para ler de uma vez só. A Origem de (Quase) Todas as Coisas tem ares de enciclopédia e acaba se tornando quase uma diversão diária -- o formato de um artigo por dia é uma boa sugestão.

No entanto, engana-se quem pensa que a obra é uma leitura chata, maçante. A Origem de (Quase) Todas as Coisas, assim como a revista Superinteressante sempre fez no Brasil, aposta no visual para facilitar algumas explicações e, principalmente, possibilitar a compreensão mais simplificada do conteúdo. Há excelentes infográficos polvilhando todo o livro, de cabo a rabo.


A explicação de como fazer um buraco no espaço-tempo, por exemplo, se torna mais simples a partir do momento que há um esquema visual na página bem definido. O mesmo vale para a linda página que busca traduzir, em imagens, tudo que acontece em uma única respirada. Ainda é um livro que não funciona para pessoas mais novas, mas abre o leque geral do público.


A Origem de (Quase) Todas as Coisas é, assim, uma obra quase obrigatória para ter na estante daqueles que amam ciências. Com infográficos criativos e uma edição certeira do conteúdo, não há como ficar cansado em absorver tanta informação de qualidade. Ah, e ainda tem um prefácio delicioso de Stephen Hawking, que sem dúvidas inspirou muitas das perguntas e respostas aqui.


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