Buscar
  • Matheus Mans

Resenha: ‘Onde Estaremos em 2200?’ detalha “corrida espacial” com bom humor

Atualizado: Out 5


Curioso notar o avanço que houve no conhecimento da humanidade nos últimos 50 anos. Ainda que muito conhecimento tenha sido adquirido há séculos, quando estudiosos miraram suas lunetas para os astros e entregaram ao mundo detalhes do Universo, a ciência nunca esteve tão perto de outros mundos como agora. Seja com telescópios, viagens ou foguetes.


Agora, o livro Onde Estaremos em 2200?, do Schwarza e publicado pela Planeta de Livros, se propõe a ser uma reflexão de dois caminhos. Por um lado, este breve livro menos de 200 páginas faz uma reflexão rápida sobre a relação entre o homem e o espaço. Mostra como o mundo evoluiu em relação ao Universo, mostrando toda a jornada de exploração estrelar.


No entanto, enquanto faz isso, Schwarza também fala sobre como isso pode reverberar no futuro. E mais: a partir do que já conquistamos e do que já temos em mãos, indica o que poderia acontecer conosco daqui 50, 100 ou até 200 anos, como provoca o título enorme na capa. Será que teremos descoberto vida fora da Terra? Melhor: será que estaremos aqui?


Schwarza, obviamente, não traz respostas prontas. Afinal, no livro, ele está ponderando, questionando, provocando. O que ele faz, e com muito sucesso, é criar uma ponte de comunicação direta com o leitor. Juntos, autor e leitor, avançam em reflexões próprias e comuns, buscando entender melhor os avanços da humanidade e da vida como um todo.


Pena, porém, que Schwarza exagere um pouco demais nas brincadeiras, nas figuras de linguagem e nas metáforas. Ainda que seja divertidinho no começo, esse tom acaba rapidamente se tornando cansativo. Algumas ideias, que poderiam ou ser resumidas ou mais aprofundadas, acabam tomando páginas por conta de piadas sem muita graça.


A sensação, assim, é de que o livro é um tanto quanto atravancado. Gostoso de ler na maior parte do tempo, sim. Mas poderia ser mais fluido e interessante se não ficasse se interrompendo o tempo todo com bobagens que nada acrescentam. Novamente: não é um conteúdo ruim. Mas, perto do que se propõe, poderia ser muito, muito melhor. Pena.


#Cinema #Crítica #Filme #TIFF2020 #TIFF20 #FestivaldeToronto #CoberturaEspecial

1 comentário