• Domenico Minervino

Em 'Aftermath', Schwarzenegger vai além dos tiros e bombas


Em breve, um novo filme de Arnold Schwarzenegger vai ser lançado no Brasil. Nos EUA, já estreou e recebeu o nome de Aftermath. Aqui, ainda não escolheram o título definitivo, mas já um exite um forte comentário de que irá chamar Consequências. Mas isso é o de menos. O que importa agora é que Schwarzenegger nunca atuou tão bem como é visto aqui. O norte-americano está, sem dúvidas, em sua melhor forma.

A primeira coisa a saber é que não é um filme de ação -- mas, com certeza, vão tentar vendê-lo como um por meio de um trailer malicioso. Segundo: não há tiros, bombas, lutas, sangue, força física ou explosões, como já é de costume nas obras de Schwarzenegger. Terceiro: o filme é um intenso drama.

Nele, acompanhamos a história real de um pai que perde a esposa e a filha em um acidente aéreo e, desesperado, ele começa a buscar sua vingança. Arma-se com metralhadoras e granadas, caça o culpado e... Não, esse era o antigo Schwarzenegger. Dessa vez ele sofre impacto da perda, passa pela dor e o sofrimento. Entrega ao espectador uma personagem machucada, angustiada. É bonito de se ver a atuação diferente do astro nessa fase da vida.

Quanto ao filme, infelizmente não é dos melhores. A história é fraca, assim como a direção de Elliot Lester. A montagem e a trilha sonora deixam a desejar. Conseqüentemente, o longa se

torna arrastado. Não se vê a hora de tudo acabar. Afinal, não existe uma trama que dê liga. É apenas um pai enlutado e um controlador de voo culpado. Uma pena. Só vale mesmo pelo Schwarzenegger.

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