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  • Matheus Mans

9 filmes que decepcionaram ao longo de 2017


Já diz a frase: “não crie expectativas, crie gado”. Afinal, ter muita ansiedade com um filme ou série pode ser fatal, já que criamos algo em nossas cabeças que nem sempre pode ser correspondido. Isso, em 2017, aconteceu diversas vezes no cinema com longas que tinham tudo pra ser marcos na história da sétima arte, mas não passaram de longas-metragem apenas “divertidinhos”.

O Esquina, então, selecionou nove filmes rodeados de expectativas, mas que frustraram a audiência quando chegaram aos cinemas -- mas que também não chegam a ser péssimos a ponto de entrar na lista de piores do ano. E se você tem algum filme que te deixou infeliz com o resultado, mas esperava algo bom, deixe nos comentários! Queremos saber o que você pensa.

O Círculo

Era uma das grandes expectativas do semestre, contando com Emma Watson, Tom Hanks e John Boyega no elenco. O resultado, porém, ficou muito abaixo do que era esperado pela audiência: além de personagens mal desenvolvidos e pouco aprofundados, O Círculo errou na história e ficou piegas, a ponto de dar discursos de lição de moral. Além disso, o final tenta ser grandioso, mas ele só deixa tudo muito mais chato e sem sentido. Uma pena.

A Bela e a Fera 

Não nego que o novo A Bela e a Fera é belíssimo. No entanto, ele tem um problema: não reinventa a história em nada, ao contrário do que fez Malévola e até mesmo o mediano Cinderela. A trama é a mesma da animação dos anos 1990 e não consegue trazer nada de novo. Até as músicas são reciclagens das versões originais, fazendo com que o espectador não se encante com nada de novo. Parece um déja vù de algo que já foi assistido.

Boneco de Neve

Filme que tinha tudo pra ser uma das produções do ano. Afinal, além de Fassbender no elenco, o longa é adaptado de um livro incrível do escritor Jo Nesbo. O resultado, porém, é uma história disforme, sem unidade e sem um pingo de emoção. Dirigido pelo irregular Tomas Alfredson, da bomba pseudo-cult O Espião Que Sabia Demais, Boneco de Neve tem vários personagens sem vínculo narrativo e várias cenas jogadas a esmo.

Liga da Justiça

Grande reunião de heróis da DC, Liga da Justiça tinha um peso enorme nos ombros. Era o momento de reverter fiascos de Batman vs. Superman e Esquadrão Suicida para mostrar como a coisa tinha mudado. No entanto, o filme não é épico como ele deveria ser. Os acontecimentos não emocionam, os atores variam entre medianos e apenas regulares e a direção é uma bagunça, misturando cenas comandadas por Zack Snyder e Whedon. Não deu liga.

Depois Daquela Montanha

Inspirado num livro homônimo interessante, Depois Daquela Montanha é uma das obras mais piegas vista no cinema este ano. Afinal, a história sobre um homem e uma mulher presos numa gélida montanha toma um rumo romântico que não cola na tela. Nem Kate Winslet e Idris Elba conseguiu segurar a química dos personagens, inexistentes no roteiro. E o final parece uma piada de mal gosto de filmes B de comédia romântica.

Passageiros

Primeiro, quero deixar claro: não acho Passageiros tão ruim quanto falam por aí. Tem dezenas de problemas, mas é um filme que entretém e tem bons momentos. Este é, porém, o primeiro filme de Lawrence e Chris Pratt depois que estouraram em Hollywood. Além disso, o filme erra no tom: ao invés de ser um grande suspense espacial, acaba como uma mistura de romance com drama que não vai à lugar algum. E o final é mais meloso do que deveria.

A Guerra dos Sexos

Comandado pelos mesmos diretores de Pequena Miss Sunshine, A Guerra dos Sexos veio como a promessa do Oscar deste ano. No entanto, agora já ficou esquecido na memória do cinema em 2017. Afinal, a história é bacana, atuações são boas e o visual é bem resolvido. No entanto, não passa disso. Não há emoção no relato e tudo é completamente esquecível, sem grandes momentos marcantes para o espectador. Morreu na praia.

Kingsman: O Círculo Dourado

A sequência de Kingsman está longe de ser um filme ruim. É divertido, possui uma ou outra boa cena de ação e os seus atores principais continuam inspirados. No entanto, toda a genialidade e criatividade vistas no primeiro filme da franquia não é repetido aqui, numa sequência sem a vida que era esperada. Algumas coisas são só repetições de antes e outras não conseguem inovar o quanto precisam. Faltou fôlego e mais ousadia.

A Torre Negra

Stephen King entrou num período muito bom de sua vida com adaptações que roubaram as atenções, como It, a Coisa e Jogo Perigoso. No entanto, a ida de sua obra mais ambiciosa pro cinema não deu certo. A Torre Negra é um filme genérico, sem emoção e que não consegue captar a grandiosidade da escrita de King. De novo, Elba entrou numa furada e sua atuação não salva. Até Matthew McConaughey também entra no automático e não salva A Torre Negra. Uma pena. Agora, é torcer para que o filme não seja esquecido e passe por um resgate daqui alguns anos.