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  • Matheus Mans

Crítica: 'Mau-Olhado' é filme da Amazon Prime Video que se perde na execução


E para fechar os lançamentos de 2020 da parceria entre Amazon Prime Video e a produtora Blumhouse chega Mau-Olhado, longa-metragem da dupla Elan Dassani e Rajeev Dassani que, novamente, não anima. Ainda que seja melhor do que The Lie e Noturno, o filme só volta a comprovar o que falamos antes: essa série de filme são apenas descartes da Blumhouse.


Afinal, difícil imaginar um longa-metragem dessa qualidade indo para os cinemas ou para a venda transacional. Mas vamos começar do início. Mau-Olhado conta a história de Pallavi (Sunita Mani), uma jovem indiana que é frequentemente pressionada pela mãe para casar. No entanto, sua vida de solteira muda quando, sem querer, ela conhece o bem-sucedido Sandeep.


É um romance dos sonhos. Afinal, o rapaz tem um bom emprego, é de uma família rica e nada atrapalha seus planos. No entanto, no meio do caminho tinha a mãe de Pallavi. Preocupada com a chegada repentina do rapaz, ela começa a se preocupar com sua origem e sua verdadeira índole. É aí que somos apresentados à uma trama espiritual, que vai além da mera narrativa.

Os Dassani conduzem bem o clima e, principalmente, alguns dos costumes indianos tão importantes para a narrativa. No entanto, os pontos positivos param por aí, nessa premissa interessante. Afinal, rapidamente Mau-Olhado cai em maneirismos, bobagens e até mesmo reforça alguns estereótipos que não ajudam a levar o longa-metragem pra frente. Ao contrário.


Sem ter espaço para explorar o que há de melhor na cultura indiana ou nessa história com desdobramentos, a dupla de diretores acaba refém desse roteiro atrapalhado de Madhuri Shekar. Os personagens são unidimensionais, as subtramas são resolvidas de maneira simplicista e parece que toda a maldição da trama é resumida em decisões bobas.


Não há força no que é contado, tampouco interesse -- que se esvai ainda no começo, quando a boa premissa começa a se esvaziar. Mau-Olhado é um filme de potencial desperdiçado, que nunca encontra o ponto de contato necessário entre narrativa e espectador. Uma pena. Mais um filme de terror baseado na cultura indiana que se perde em um momento de bobagens.

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