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  • Foto do escritorBárbara Zago

Crítica: 'A Fera' é filme de sobrevivência genérico com Idris Elba


Não é exatamente uma inovação de Hollywood investir em filmes sobre animais perigosos que atacam pessoas em um cenário atípico -- temos isso com um crocodilo em Crawl (2019) e com um urso em O Regresso (2016). Agora foi a vez do leão em A Fera, longa de Baltasar Kormákur. A história se passa na África, quando uma família ainda em luto decide tentar resolver seus problemas em uma viagem sem acesso a internet ou sinal de telefone.


A ideia de Idris Elba lutando com um leão, por mais absurda que seja, soa como um bom entretenimento. E pelo próprio trailer, percebe-se que os efeitos visuais são bem feitos. Teoricamente, tinha tudo para ser um filme genérico divertido de se assistir. Teoricamente.

Do início ao fim, A Fera tem o problema de ser muito didático: a primeira cena do filme já explica que a razão do leão se rebelar contra os humanos e decidir se vingar é por conta de caçadores ilegais. Caçadores esses que também são caçados por seres humanos. Caso isso ainda não estivesse claro, as personagens em algum momento fazem questão de explicitar isso.


Personagens essas que, com exceção de Idris Elba, que faz um bom trabalho, são tenebrosas. As filhas do protagonista, Norah (Leah Jeffries) e Mare (Iyanna Halley), tomam decisões tão estúpidas que você começa a torcer pro leão.


A Fera conta com um jumpscare que te faz pular da cadeira, mas apenas. E como é uma luta corporal com um leão, não tem muito espaço para inovar -- as cenas são parecidas e o filme chega a ser cansativo, mesmo com somente 93 minutos de duração. A intenção talvez tenha sido refletir sobre quem é a presa e quem é o predador, não sei. Infelizmente acaba se tornando um genérico chato. Eu realmente torci para o leão.

 

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