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  • Foto do escritorMatheus Mans

Crítica: ‘After: Para Sempre’ é ruim como o resto de toda a franquia


Como? É com essa pergunta que começo este texto sobre After: Para Sempre, uma das produções mais inacreditáveis do cinema mundial nos últimos anos -- das últimas décadas, talvez? Como uma franquia com essa qualidade conseguiu chegar ao quinto filme? O que justifica tantas histórias? Enfim: o último longa estreia, finalmente, nesta quinta-feira, 14.


Inspirada no livro Before, também de Anna Todd, a trama mostra as idas e vindas da vida de Hardin (Hero Fiennes Tiffin) depois que Tessa (Josephine Langford) descobre que ele escreveu um livro sobre os dois. Nessa tentativa de superar o amor de sua vida, que agora não quer mais saber do rapaz, ele parte para Lisboa, capital de Portugal, para reencontrar um amor do passado (Mimi Keene) e, quem sabe, superar Tessa e encontrar uma nova ideia para um livro.


Nós, espectadores, também somos convidados a saber mais sobre o passado de Hardin antes de Tessa, principalmente no que envolve o relacionamento com Nathalie, a jovem vivida por Keene.


Surpreendentemente, este não é o pior trabalho de Hero -- que atingiu o fundo do poço no horroroso After: Depois da Promessa. Aqui, havia uma preocupação geral com o que surgiria de uma trama dependendo totalmente de um ator tão ruim. Mas, felizmente, aqui ele não é o pior em cena. Keene (Close) e Benjamin Mascolo (A Vida é Agora), o italiano que interpreta um rapaz que ninguém consegue entender bem quem é, conseguem superar o jovem ator britânico.

Mimi Keene é apenas um pouco pior do que Hero: ela traz uma artificialidade irritante, também vítima de um roteiro péssimo (que falaremos logo mais), complicando a vida de quem quer acreditar que ela é uma pessoa real, de verdade. Mas é Benjamin que rouba a cena, no pior sentido possível. O jovem ator italiano aparece em apenas duas cenas e, mesmo assim, estraga tudo: faz uma careta fixa, que nunca sai do rosto, e acha que está atuando de verdade.


No entanto, não dá para falar só de pessoas piores do que Hero em cena para falar como ele está melhor em cena. Outro ponto: o roteiro, assinado pela também diretora Castille Landon (dos dois últimos filmes de After), é péssimo. Ruim demais. Com isso, ele segura um pouco mais as cenas que exigem mais dos atores e joga tudo (sentimentos, principalmente) para diálogos expositivos. Hero não precisa atuar, apenas falar o que está sentindo. Isso facilita o trabalho.


É, sem dúvidas, um dos piores roteiros do ano. Tudo aqui é milimetricamente exposto, sem nunca encontrar espaço para o que o roteiro diga por si só. Além disso, é impressionante a quantidade de falas que são artificiais até o último fio de cabelo: a maioria dos personagens diz coisas que não são naturais, que não são faladas por alguém real. É uma idealização do que é o amor de dois personagens estereotipados na cabeça de alguém que nunca viveu o amor.


Por fim, pare e pense bem: pra que mais essa história? Pra que isso tudo? Parece que há uma tentativa de criar um arco de redenção para Hardin, mas não faz sentido algum! Para mostrar que ele mudou, mostram que ele cometeu um ato horroroso pouco antes de conhecer Tess. Depois, o coitadinho está arrependido e pronto para uma nova vida. É tosco, é burro, é ultrajante. Fora que, para um personagem ter sua redenção, precisamos nos importar com ele, não é?


Enfim. Depois de cinco filmes (de novo, inacreditável!), pelo menos tudo indica que este aqui será o último. Chega! Fica a torcida para que seja o fim e que não tenha mais desdobramentos.

 

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