• Matheus Mans

Crítica: 'Dança Imperfeita', da Netflix, é filme contagiante e divertido


Gostando ou não, a Netflix se destaca na produção de filmes adolescentes. Títulos como A Barraca do Beijo e Para Todos Garotos ganharam legiões de fãs e se firmaram como as principais histórias adolescentes dessa geração. Agora, chega mais um filme com foco no mesmo público: o despretensioso, empolgante e divertido Dança Imperfeita, original Netflix.


Dirigido por Laura Terruso (do inesperado Doris, Redescobrindo o Amor) e roteirizado por Alison Peck (da animação bobinha UglyDolls), o longa-metragem conta a história de uma garota (Sabrina Carpenter) que faz de tudo para entrar na faculdade que quer. Todas notas são 10, toca violoncelo, faz trabalho voluntário. Mas ela se vê obrigada a entrar numa equipe de dança.


E a partir disso que Dança Imperfeita constrói o clímax do filme, as paixões que surgem, os conflitos e por aí vai. E, como todo filme de dança, é difícil não se sentir empolgado. Por mais que toda a trama seja baseada em clichês e coisas que já vimos por aí, as danças e os desafios dos personagens acabam chamando a atenção e deixando qualquer um contagiado pela trama.


O elenco também está bem. Carpenter, queridinha da época da Disney, encarna bem o papel de garota certinha demais. Mas quem rouba a cena várias vezes é Keiynan Lonsdale (e que dança muito bem!) e Liza Koshy, divertida como a melhor amiga. Não há nada muito especial ou grandioso, mas são atuações leves, divertidas e que ajudam a dar um ritmo todo especial.


Assim, podemos dizer que Dança Imperfeita é um filme gostoso para acompanhar num dia mais cansativo. É daquelas produções para ligar, descansar e se empolgar com cenas de dança e afins. Vai ficar guardado na memória? Muito difícil. No entanto, vai ser difícil não sentir vontade de dar alguns passinhos enquanto sobem os créditos e a empolgação continua viva.

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