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  • Matheus Mans

Crítica: 'Dente por Dente' é filme policial brasileiro com cheiro de naftalina


Que filme mais ultrapassado e cafona é Dente por Dente, longa-metragem na 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Dirigido pela dupla Pedro Arantes (O Riso dos Outros) e Júlio Taubkin, o longa-metragem tem uma história batida, já desgastada pelo tempo e que não tem personalidade alguma, como se fosse uma cópia barata de algum filme norte-americano.


Mas vamos por partes. Dente por Dente conta a história de Ademar (Juliano Cazarré, de Boi Neon), um dos donos de uma empresa de segurança que descobre seu sócio assassinado em um hotel. A partir daí, ao lado da esposa (Paolla Oliveira) do ex-parceiro de trabalho, ele começa uma caçada para compreender melhor os esquemas em que o sócio estava se metendo.

Não há absolutamente nenhuma originalidade nesse roteiro de Arthur Warren (do simpático Historietas Assombradas: O Filme). É como se fosse uma história qualquer de Rubem Fonseca se Rubem Fonseca não tivesse talento. A narração em off pedante e repetitiva, as reviravoltas previsíveis, o tom artificial da história, as atuações engessadas... Tudo trabalha contra o filme.


As coisas poderiam ser um pouco melhores se o ritmo, pelo menos, fosse um pouco mais vigoroso -- sem a tal narração, com acontecimentos mais bem encadeados e por aí vai. As atuações poderiam ter ganho mais força, enquanto a narrativa poderia ter se tornado pelo menos um pouco mais vigorosa. Mas, Arantes e Taubkin apostam num folhetim qualquer.


Dessa forma, no geral, Dente por Dente é uma grande bobagem. Tem um ou outro momento mais inspirado e a trama com ares de thriller pode agradar aqueles que buscam um suspense policial que não exija muito. Mas quem quer algo um pouco mais intenso, provocativo e original não vai encontrar aqui um bom filme policial. O Brasil poderia e pode muito mais nesse gênero.

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