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  • Matheus Mans

Crítica: 'Eduardo e Mônica' acerta no tom em romance simples e simpático


Vamos combinar que as possibilidades de um bom resultado para Eduardo e Mônica eram baixas. Afinal, Faroeste Caboclo não teve bons resultados anteriormente na tela e a canção sobre esse casal tão diferente, de autoria de Renato Russo e sucesso com o Legião Urbana, é bonitinha, mas simples: são pouco mais de 4 minutos desse romance entre Eduardo e Mônica.


Só que o resultado, que pode ser visto nos cinemas já a partir desta quinta-feira, 20, é mais do que satisfatório. Sem arroubos de grandeza desnecessários, Eduardo e Mônica é daqueles romances que vemos com um sorriso no rosto, do começo ao fim da projeção. Afinal, há verdade e emoção no amor entre o rapaz "de dezesseis" e a garota "de Leão" e que "falava alemão".


Grande parte desse acerto se concentra nas atuações emocionantes e certeiras da dupla de protagonistas: Alice Braga como uma Mônica decidida e um pouquinho controladora e Gabriel Leone como um Eduardo ingênuo e começando a vida agora. Com um trabalho de maquiagem digno de nota, os dois possuem química na tela e faz o público torcer pela união da dupla.

Afinal, de um lado, Braga passa uma intensidade que transborda da tela e mostra que, quando ela ama, esse amor é de verdade -- o que acrescenta tempero nesse relacionamento, que poderia ser apenas uma bobagem adolescente. Já Leone acerta em cheio como esse adolescente sem jeito, seja nos gestos, nas falas ou na maneira de demonstrar seu amor.


Falando nisso, o diretor René Sampaio (também de Faroeste Caboclo) acerta em cheio ao criar boas cenas. Uma sequência envolvendo a canção Total Eclipse Of The Heart, fazendo uma dobradinha com o bom Deserto Particular, é um exemplo de como o amor pode se expressar em momentos banais do cotidiano. Cá entre nós, a cena deve entrar na lista de melhores do ano.


E claro: o filme não nos surpreende em termos narrativos, já que começo, meio e fim são contados em 4 minutos de música do Legião. Nem era essa a ideia. Mas Sampaio, com a atuação magnética de Alice e Gabriel, consegue provocar risos, lágrimas e ainda fazer o público cantar junto em duas oportunidades em Eduardo e Mônica, um dos filmes mais bonitinhos do ano.

 

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