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  • Matheus Mans

Crítica: 'Era Uma Vez Um Deadpool' é filme divertido, mas requentado


Difícil falar do lançamento Era Uma Vez Um Deadpool. Afinal, para quem não sabe, este novo filme do mercenário tagarela é uma versão mais leve e infantilizada do recente Deadpool 2 -- que elogiamos aqui no 'Esquina', mas chamamos atenção para a falta de originalidade. Ou seja: a base desse lançamento da Fox é algo já conhecido e que já teve suas considerações apresentadas. Qual a diferença aqui, então? Dez cenas.

Em Era Uma Vez Um Deadpool, o mercenário (Ryan Reynolds) sequestra o ator Fred Savage (Anos Incríveis) e começa a contar a história do filme como se fosse um conto de fadas. No lugar dos palavrões, bipes. Em algumas cenas mais marcantes, como a aparição relâmpago de Brad Pitt tomando um choque elétrico, comentários divertidos e bem-humorados. É como se fosse uma versão comentada do longa-metragem original.

Assim, Era uma Vez um Deadpool é mais uma jogada comercial do que um produto realmente novo. Quem assisti-lo, vai se divertir. Afinal, Deadpool 2 é engraçado em sua essência e a dinâmica com Savage é curiosa e possui algumas boas sacadas. Um diálogo envolvendo o ator Matt Damon, que parece ser saco de pancada de todos filmes de heróis, é hilário. As risadas surgem naturalmente e ajudam a melhorar o clima geral.

Mas, novamente, não há nada grandioso pra justificar a exibição do filme nos cinemas, a não ser em exibição especiais aqui e acolá. Quase uma versão estendida e que seria extremamente satisfatório para assistir em casa. Mas cinema? E com um outro título, ainda por cima? É estranho, não funciona e fica com um gosto de comida requentada. Pessoas que são fãs do filme, tudo bem. Mas não faz sentido para o público em geral.

Vale ressaltar, porém, que o diretor David Leitch inseriu uma homenagem ao falecido Stan Lee que emociona de fato. É aquele momento que faz o sentimento de frustração arrefecer um pouco e deixa Era Uma Vez Deadpool um pouco mais funcional. É emocionante. Mas, ainda assim, é um filme morno, requentado e sem muito sentido. Diverte, é claro. Só que fica o questionamento da necessidade de sua existência.