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  • Matheus Mans

Crítica: 'Escape Room 2: Tensão Máxima' é filme divertido que repete fórmulas


Não adianta: algumas franquias são feitas apenas para divertir, sem grandes sacadas morais ou coisas do tipo. Apesar de ter começado de maneira diferenciada em seu primeiro filme, Jogos Mortais foi assim: eram apenas histórias sobre pessoas tentando escapar da morte certa. Agora, Escape Room, uma espécie de Jigsaw para adolescentes, segue o mesmo caminho narrativo.


Após o primeiro filme apresentar um grupo de adolescentes e fechar a história com um desdobramento sobre quem comanda as "salas", Escape Room 2: Tensão Máxima chega aos cinemas com duas possibilidades. Ou mostrar um outro grupo enfrentando novos desafios (como Jogos Mortais) ou colocar os sobreviventes em busca de respostas (tipo Maze Runner).


O diretor Adam Robitel resolve retornar para a fórmula que usou no primeiro filme -- ainda que haja uma versão alternativa, com a atriz de A Órfã e lançada nos EUA, que fale mais sobre a empresa em questão. Aqui, acompanhamos Zoey (Taylor Russell) e Ben (Logan Miller) indo para Nova York em busca de respostas. Porém, é aquilo: uma vez lá, acabam presos em outro jogo.

Agora, no entanto, não são apenas adolescentes. Como o próprio subtítulo em inglês sugere (Tournament of Champions), o novo jogo é formado apenas por sobreviventes de outras salas. É uma premissa divertida, vista em algum filme de Jogos Vorazes, e que não tem como não divertir. Se você gostou do primeiro Escape Room, certamente esse aqui também irá funcionar.


Algumas salas são bem legais (como a da praia, com enigmas bem divertidos, ou a do "xadrez"), enquanto outras dão uma certa vergonha alheia -- a dos raios no vagão de trem é terrivelmente mal executada, enquanto a da chuva ácida é muito bem bolada, mas com efeitos especiais ruins. Aliás, esse é um problema grave do filme: parece que faltou dinheiro para efeitos melhores.


No final, ainda mais sabendo dessa versão alternativa lançada no VoD dos Estados Unidos, fica uma pontada de decepção por não terem explorado mais a mente por trás do jogos. Em termos narrativos, afinal, pouquíssima coisa caminhou por aqui, apenas com uma reviravolta no final dando um tempero a mais. Será que Robitel não poderia ter se arriscado um pouquinho mais?


Ainda assim, Escape Room 2 é mais um filme muito divertido. Sabe como brincar com as emoções do público, tem salas bem boladas e alguns atores esforçados -- principalmente a dupla Taylor Russell e Logan Miller. Poderia ser melhor? Com certeza. Mas para quem gostou do primeiro filme, é só estourar a pipoca, pegar o refrigerante e garantir um bom entretenimento.


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