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  • João Pedro Yazaki

Crítica: 'Ghostbusters: Mais Além' abraça a nostalgia em aventura simples e divertida


A franquia Ghostbusters é uma das mais conhecidas do cinema. Os caçadores de fantasmas fizeram tanto sucesso que, até hoje, criam fãs de diferentes gerações. Após passar por maus caminhos – como aquele delírio coletivo de 2016 – a franquia retorna aos cinemas na próxima semana, dia 19 de novembro, com um novo filme: Ghostbusters: Mais Além. Dirigido e escrito por Jason Reitman, o longa chega com a promessa de renovar o público trazendo novos personagens, porém, ao mesmo tempo, resgatar as origens em uma aventura nostálgica.


A história começa quando uma mãe solteira, Callie (Carrie Coon) e seus dois filhos, Phoebe (Mckenna Grace) e Trevor (Finn Wolfhard), são despejados de casa e precisam de um novo lar. Quando Callie descobre sobre o falecimento de seu pai, decide levar seus filhos para morar em uma pequena cidade do interior, na antiga casa do avô dos filhos.


Chegando lá, descobrem que o avô era um homem misterioso, e considerado louco pela população local. Callie não estava surpresa, pois jamais teve contato com o pai e nem fazia questão. Para Trevor, o filho mais velho, também não faz diferença o passado da família. Agora, quem mais se interessa é Phoebe, uma menina de 13 anos apaixonada por ciência, que ao explorar a exótica casa, descobre que seu avô era Egon Spengler, membro dos Ghostbusters original.


Phoebe é a grande protagonista dessa história. Além de ter o melhor arco narrativo, possui personalidade e bastante carisma. O roteiro e a atuação de McKenna Grace nos mostra o quanto a menina é inteligente, dedicada, porém introvertida e com dificuldades de interagir socialmente. Às vezes, a caracterização soa um pouco forçada, mas o exagero funciona bem, remetendo aos clássicos personagens dos filmes dos anos 80.

Junto com Phoebe, alguns personagens secundários merecem destaque. Primeiramente, o professor Grooberson conta com a boa performance de Paul Rudd, e o menino Podcast, do estreante Logan Kim, rende boas risadas em sua parceria com Phoebe. Contudo, quem deixa a desejar é o personagem de Finn Wolfhard – Stranger Things e It - A Coisa. Sua utilidade para a história é quase inexistente e o personagem não passa de um garoto irritante.


Aliás, a narrativa por trás de Ghostbusters: Mais Além também não é das mais surpreendentes. Seu ritmo é um tanto desbalanceado, principalmente no início. Daria para enxugar boa parte das cenas iniciais e estender um pouco o miolo. Em contrapartida, o enredo também não faz mal a ninguém, muito pelo contrário. Traz muita leveza e momentos divertidos, resgatando a essência dos originais sem forçar a barra.


Para os mais fanáticos pela franquia, o filme funciona como uma viagem ao passado, mas com novidades refrescantes. E quem nunca assistiu um Ghostbusters se quer, não precisa se preocupar, pois também dá para se divertir bastante. A história abraça seus clichês e se joga na aventura como quem não quer nada. O filme passa voando em suas 2 horas de duração.


Enfim, Ghostbusters: Mais Além entrega exatamente o que promete: um filme simples, leve e divertido. O ponto que mais deixa a desejar é a caracterização de alguns personagens. Jason Reitman poderia ter se aventurado mais nesse quesito, pois o grande atrativo dessa história é justamente o carisma dos personagens e como eles interagem entre si, cada um com suas particularidades. Apesar disso, não deixa de ser um filme bacana para assistir no cinema. Vale a pena o ingresso.


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