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  • Foto do escritorMatheus Mans

Crítica: 'Infiesto', da Netflix, é tenso thriller espanhol


"Isso é só o começo", gritam os suspeitos de sequestrar adolescentes no filme Infiesto, thriller espanhol que chegou ao catálogo da Netflix nesta sexta-feira, 3. Só o começo? De fato: a produção se vale de uma espécie de efeito dominó para falar sobre a investigação de policiais (Isak Férriz e Iria del Río) que tentam desbaratar um teia de sequestradores na Espanha.


Tudo começa com a jovem Saioa (Andrea Barrado), que consegue fugir de seu cativeiro. É a prova que os policiais precisavam de que o sumiço de jovens na região não era coincidência, mas fruto de sequestradores agindo por ali. A partir daí, começam uma investigação para descobrir quem está por trás disso. Encontram um culpado, dois... Mas quem é o cabeça?


É essa a pergunta que move Infiesto, longa-metragem que abre mão de algumas dúvidas para abraçar uma questão maior. Essas revelações em conta-gotas, ao contrário do que podem parecer, não deixam o filme desinteressante -- pelo contrário. A produção da Netflix apresenta um mistério maior que deixa o público preso na história e chocando quando há a revelação.

Muito disso acontece graças ao bom trabalho de direção de Patxi Amezcua (Sétimo), que sabe criar a ambientação e transformar a história em um caldeirão fervendo e que vai aumentando a temperatura aos poucos. Ainda que o roteiro, assinado pelo próprio Patxi, fique preso em algumas obviedades (e siga por caminhos pouco espertos no final), há um controle da trama.


Como já assinalado, porém, o roteiro tem algumas inconsistências que enfraquecem um pouco a trama. Toda uma questão sombria, quase sobrenatural, parece preguiça do roteirista em evitar que as coisas fiquem complexas demais -- ou até mesmo mundanas. Uma subtrama envolvendo a pandemia também não funciona bem. Poderia ser o arco dramático, mas é muito apressado.


Ainda assim, Infiesto é uma boa produção espanhola da Netflix, quebrando uma sequência de filmes ruins nas últimas cenas (vide JUNG_E e Como Virei Gângster, por exemplo). É uma trama policial clássica, bem dirigida e que com certeza vai te deixar atento aos seus desdobramentos que, mesmo com pouca criatividade, conseguem deixar o público com olhos fixos na telinha.

 

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