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  • Matheus Mans

Crítica: 'Isolado na Pandemia' é remake pouco funcional de '#Alive', da Netflix


Foi em junho de 2020 que o filme coreano #Alive, da Netflix, surpreendeu as pessoas com uma história tensa sobre um rapaz sozinho em um apocalipse zumbi. Agora, seis meses depois, chega ao público brasileiro o remake da história -- apesar de ser apresentado como uma nova versão da história, ambas do roteirista Matt Naylor. É Isolado na Pandemia, do Telecine Play.


Dirigido por Johnny Martin (Letras da Morte), o longa-metragem conta a mesma história do filme coreano: um rapaz (Tyler Posey) que acorda num dia qualquer e, do nada, começa a ouvir barulhos do lado de fora. É o início de um apocalipse zumbi, que vai deixá-lo completamente isolado até perceber que há vida lá fora. Especificamente, uma vizinha do prédio da frente.

Logo de cara, é impossível não tecer comparações. A tensão e o desenvolvimento do personagem principal em #Alive é infinitamente superior ao que se vê nesta versão americana. A tensão em andar no corredor, o desespero em tentar se aproximar da vizinha da frente. Tudo isso é mais latente no longa da Netflix, enquanto a versão americana parece só pasteurizar.


Isso sem falar do elenco. Posey (Teen Wolf) não tem a potência dramática necessária em muitos dos momentos do filme. Pior: ele acaba tomando conta da tela, já que Summer Spiro (WestWorld) e Donald Sutherland (Jogos Vorazes) são absolutamente esquecidos. Principalmente Spiro que tem uma personagem, no filme coreano, muito mais presente e forte.


A única coisa realmente melhor em Isolado na Pandemia é o final. Muito mais corajoso, muito menos brega do que o que é visto na versão coreano. Se juntássemos as duas versões, deixando toda a qualidade do roteiro e dos atores do primeiro com o final deste segundo, teríamos uma das obras mais interessantes do cinema de zumbis recente. Mas, enfim: melhor ver #Alive.

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