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  • Matheus Mans

Crítica: 'Na Mira do Perigo', no Telecine, é típico filme de ação de Liam Neeson

Atualizado: Jun 30


O diretor Robert Lorenz construiu sua carreira, nos últimos tempos, em torno de Clint Eastwood. Produz filmes dirigidos pelo veterano desde Dívida de Sangue, de 2002, além de ter dirigido o interessante Curvas da Vida, protagonizado por Clint -- o último como ator sob a direção de um terceiro. Assim, não é surpresa que Na Mira do Perigo tenha muito de Eastwood.


Protagonizado por Liam Neeson, que anunciou que este deve ser seu último filme de ação, o longa-metragem acompanha a história de um homem (Neeson) que mora na fronteira dos Estados Unidos com o México. Até que um dia ele se depara com uma mãe e um garotinho, os dois mexicanos, fugindo de líderes de um cartel de drogas. Tiros são trocados. A mãe morre.


A partir daí, Lorenz coloca na tela uma típica trama de sobrevivência e jornada pessoal de autoconhecimento em que esse homem, branco e americano, precisa liderar o garotinho mexicano para a segurança de sua família que já está nos Estados Unidos. É uma trama com a cara de Clint Eastwood, mas sem a genialidade do diretor de Gran Torino e A Mula.

Afinal, não há comentário social nenhum aqui. Apenas uma tentativa. Liam Neeson acaba se transformando em um "grande salvador americano" para esse garotinho mexicano. Há também uma relação com armas, principalmente envolvendo o menino, que não cai bem -- ainda mais no momento estranho que o mundo vive. Lembra até mesmo o último filme do Rambo. Fora de tom.


Neeson, porém, está muito bem no papel. Parece que admitiu a idade que agora pesa em seus ombros e faz um personagem mais natural, mais real. Dá até esperança que ele siga por esse caminho em seus futuros filmes ao invés de abandonar o gênero. Se sai bem nas cenas de ação, ainda assim, sem nunca entregar momentos fora de tom em sua atuação linear e correta.


Por fim, Na Mira do Perigo conclui bem. É um filme de ação competente, ainda que lento. É mais pé no chão do que Legado Explosivo e O Passageiro, mas se aproximando mais de Vingança a Sangue-Frio. É lento, mas com sua dose de adrenalina -- e um roteiro minimamente compreensível para acompanhar. Fãs de Neeson, sem dúvidas, vão se satisfazer com o filme.


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