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  • Foto do escritorMatheus Mans

Crítica: 'Ruby Marinho' é filme pouco original, mas eficiente


A animação é uma boa linguagem para falar sobre as dores do crescimento. Afinal, dá para brincar com o lúdico -- que é uma forma de se aproximar de crianças e pré-adolescentes -- trazendo temas densos de forma leve, sem pesar. Por isso, é um tema já bastante visitado na animação (Divertida Mente, Red, Toy Story 3) e que volta agora com Ruby Marinho.


Estreia desta quinta-feira, 29, o longa-metragem acompanha Ruby, uma doce e desajeitada garota que é, na verdade, uma kraken – aquele monstro marinho que habita a imaginação das pessoas envolvendo o fundo do mar, indo desde o poema de Alfred Tennyson até a criatura de H.P. Lovecraft. Apesar de ser tão diferente dos outros, porém, ela enfrenta os mesmo dramas da idade: uma paixão avassaladora, o medo do baile de formatura e desavenças com a mãe.


É uma história bem parecida com a de Red: Crescer é uma Fera, uma outra animação da Disney-Pixar lançada diretamente no streaming Disney+, apenas com algumas diferenças. Um fala sobre uma garotinha que vira um panda-vermelho gigante, enquanto este aqui fala sobre uma garota-kraken, em um mundo de humanos, que aos poucos descobre sua verdadeira identidade no fundo do mar ao virar um monstro de tamanho estratosférico e muito temido.

Ruby Marinho: Monstro Adolescente ainda brinca com um outro elemento, invertendo as expectativas: as sereias, que são geralmente seres de luz e retratados como benevolentes, aqui se tornam as vilãs. São as inimigas mortais dos krakens, travando uma guerra no mar.


Ainda que depois dessas inversões de expectativas a história embarque em uma certa obviedade, dando pra adivinhar como termina com apenas 20 minutos de projeção, Ruby Marinho: Monstro Adolescente tem coração. A personagem principal, que no original é dublada por Lana Condor (a protagonista de Para Todos os Garotos que Já Amei), emociona e consegue convencer – dá para perceber que garotas adolescentes podem se identificar com ela.


Além disso, as questões familiares ganham força, principalmente no relacionamento com a avó (Jane Fonda) e a mãe (Toni Collette). Não precisa ser kraken para passar por essas situações.


Com isso, Ruby Marinho: Monstro Adolescente tenta abocanhar vários tipos de público, principalmente pais e filhos, mas sem nunca soar sério demais como algumas animações da Pixar, como Divertida Mente e Soul. É um filme com temas densos e complicados, mas que nunca perde o foco: ser uma aventura lúdica e verdadeira para as crianças e pré-adolescentes, principalmente do público feminino, a partir do mistério do fundo do mar.

 

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