Final explicado: Qual é o significado por trás de 'O Tanque', do Prime Video?
- Matheus Mans

- há 5 minutos
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O thriller anti-guerra de Dennis Gansel, O Tanque (Der Tiger), acompanha a tripulação de um tanque alemão após a batalha de Stalingrado. Quando a ponte do Dnieper explode enquanto tentam escapar, surge a questão central: eles sobreviveram?
A ilusão da sobrevivência
A narrativa revela gradualmente que a tripulação morreu na explosão, mas suas almas permaneceram presas num limbo. Acreditando terem sobrevivido, recebem uma missão confidencial: resgatar o Coronel Paul von Hardenburg, que supostamente carrega documentos classificados. O estranhamento começa quando descobrem que von Hardenburg era considerado morto em Stalingrado.

Durante a jornada, anomalias se acumulam: relógios parados desde a explosão, restos esqueléticos surgindo instantaneamente, e uma bússola sem função. A tripulação enfrenta campos minados, soldados alemães massacrando civis, e um tanque inimigo que os persegue inexplicavelmente. Quando Keilig morre ferido e encontram esqueletos no tanque destruído, o jovem Michel percebe a impossibilidade física da situação.
O confronto com a verdade
Ao localizar von Hardenburg num bunker, Philip descobre que o amigo também está morto — enterrado vivo por cinco dias em Stalingrado. Paul revela a verdade devastadora: ambos estão no inferno por crimes de guerra. Ele confronta Philip sobre uma ordem que executaram juntos: incendiar um prédio cheio de civis. Enquanto Philip sempre se justificou dizendo que "apenas seguia ordens", Paul insiste que a responsabilidade moral era deles.
A chave está no atraso de Philip em ordenar a retirada na ponte. Naquela manhã, ele recebera um telegrama informando que sua esposa e filho morreram num bombardeio incendiário — exatamente como as vítimas que ele havia queimado. Paralisado pela dor e culpa, Philip inconscientemente condenou sua tripulação, talvez desejando perecer da mesma forma que sua família.
O purgatório dos obedientes
A jornada inteira ocorre nos segundos entre a vida e a morte — um purgatório onde Philip é forçado a confrontar suas escolhas. O filme sugere que seguir ordens cegamente não é virtude, mas covardia. Keilig talvez tenha se libertado primeiro por reconhecer a futilidade da guerra. O destino final de Philip permanece ambíguo: suas almas ficarão presas eternamente nesse inferno podre, ou o arrependimento genuíno poderá libertá-las?
O Tanque transforma o tanque num símbolo poderoso — não de força militar, mas da prisão psicológica criada pela obediência inquestionável à autoridade imoral.









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