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  • Matheus Mans

Os 13 melhores filmes de 2017 até o momento


Os primeiros meses de 2017, nas salas de cinemas, foram plurais. Afinal, aconteceu de tudo: vimos fracassos, sucessos, retorno de franquias, ótimos filmes de heróis e muitas surpresas. Muitas. Porém, os melhores filmes não vieram dos grandes estúdios e produções: a maioria chegou de maneira silenciosa da cena independente ou de cinemas estrangeiros.

Assim, selecionamos os 12 melhores filmes até o momento, considerando apenas a data de lançamento no Brasil -- se o filme é de 2016, mas chegou ao Brasil só neste ano, ele entra na lista. Se você tiver alguma sugestão ou crítica sobre a lista, deixe nos comentários! O Esquina quer saber mais sobre a opinião das pessoas neste primeiro semestre de 2017 nos cinemas do País.

Sete Minutos Depois da Meia-Noite. Inspirado em um conto de Patrick Ness, Sete Minutos Depois da Meia-Noite conta a história de um garoto que está passando por uma fase difícil: a mãe está gravemente doente e, por isso, ele tem que ir morar com a avó, com quem não se dá tão bem. E é neste meio tempo que a magia do filme acontece: uma árvore ganha vida e começa a confrontar o garoto. Com a delicada direção do espanhol Juan Antonio Bayona, o longa é um verdadeiro soco no estômago: é cruel, frio e impiedoso e conta com uma história corajosa.

La La Land: Cantando Estações. Foi um dos favoritos ao Oscar deste ano e chegou a ficar com o prêmio após um erro da premiação. No entanto, mesmo sem o título de melhor filme, o longa-metragem precisa estar na lista pela beleza de sua produção. Dirigido pelo talentoso Damien Chazelle, La La Land mostra o relacionamento de Mia e Sebastian, que começam a buscar os seus objetivos de vida enquanto vivem um romance. Além da belíssima produção musical, o filme tem uma direção corajosa e inteligente, que homenageia musicais de outras épocas.

A Criada. Filme coreano, A Criada é cruel, frio e dilacerante. Tudo no melhor dos sentidos. A trama é sobre uma jovem que vai trabalhar como camareira de uma rica herdeira nipônica. No entanto, a moça guarda um segredo: junto com um vigarista, ela pretende roubar toda riqueza da milionária, num plano ousado e que deixa o espectador com os olhos vidrados na tela. E o que é melhor: com muita coragem, o filme constrói uma teia de acontecimentos que vão se desdobrando em toda a narrativa. Ou seja: plot twist do começo ao fim.

Armas na Mesa. Pouco comentado, mas com uma trama original e necessária: conta a história de uma poderosa estrategista política que arrisca sua carreira a fim de passar com sucesso uma emenda com leis de controle de armas mais rígidas. Além de revelar bastidores da política americana, que são ainda mais sujos do que nós pensamos, o filme faz um ótimo serviço ao mostrar o mercado do lobby e ainda conta com uma das melhores atuações da carreira da atriz Jessica Chastain -- o que não é pouco, se relembrarmos seus papéis em A Hora Mais Escura e Interestelar.

Moonlight. O grande vencedor do Oscar 2017 não poderia passar batido na lista. Com uma estrutura narrativa interessante, ele acompanha as transformações na vida de um rapaz que mora em um bairro pobre nos Estados Unidos, convivendo com traficantes e criminosos. Não foi injusto o filme ter tirado o prêmio das mãos de La La Land: a história emociona e tem um roteiro impecável, que consegue trabalhar todo o sofrimento da personagem principal em seu ambiente hostil.

Logan. Um dos filmes de heróis mais corajosos dos últimos anos, mostra Wolverine em uma sociedade onde os mutantes sucumbiram. Basicamente, só restou ele e o Professor Xavier, que também está cansado e com problemas neurológicos. No entanto, no meio do caminho, aparece uma garotinha que lembra o Logan de antigamente. Apesar de longo, o filme prende o espectador, que fica desesperado para saber o que acontecerá com os mutantes. Além disso, o filme tem uma conclusão emocionante e que abre caminhos para novas histórias dos X-Men.

Fragmentado. Filme que marca, em definitivo, o retorno do diretor M. Night Shyamalan à boa forma. Na história, três garotas são sequestradas por um homem que conta com múltiplas personalidades -- sendo que algumas delas são de criminosos. Com atuação aterrorizante de James McAvoy, o filme dá medo de verdade, mas sem abuso de recursos óbvios de filmes de terror. É tudo muito bem pensado e com um suspense psicológico intenso. E o final… Ah, o final deste filme é maravilhoso para qualquer fã de Shyamalan.

Paterson. Mais um acerto na carreira do diretor Jim Jarmusch e do ator Adam Driver, o delicado filme Paterson é poesia pura. Daqueles filmes que respiram arte, encantamento e beleza em cada um de seus frames. Tudo por meio da visão de um motorista de ônibus com o nome de Paterson, que, em sua rotina monótona, escreve poemas sobre tudo que acontece ao seu redor.

Vida. Único destaque de ficção científica do ano, já que Alien: Covenant decepcionou. Com homenagens à filmes do passado, Vida mostra o terror que uma tripulação de astronautas vive após um alienígena ganhar forma e sai em busca de alimento. Ou seja: carne e sangue de humanos. Além do ótimo clima de terror, o filme acerta ao criar suspense com a intensa transformação do monstro, deixando o espectador fica com frio na barriga a cada momento que o alien aparece na tela.

Guardiões da Galáxia Vol. 2. Um dos filmes mais divertidos do ano, o segundo volume da franquia Guardiões da Galáxia volta a acompanhar o grupo de alienígenas que tentam salvar o universo ao mesmo tempo que se dão bem. No entanto, desta vez, o inimigo é ainda mais inesperado e assustador -- um dos melhores do Universo Marvel, aliás. Além de rir muito com o Baby Groot, o filme também causa uma forte onda de nostalgia com a trilha sonora com clássicos da década de 1980.

O Cidadão Ilustre. Filme argentino que assume, por enquanto, o posto de melhor produção do ano. Na história, um escritor vencedor do Nobel volta para sua cidade-natal após passar décadas longe. Ali, ele é tratado como um Rei e vê sua vida passar por inúmeras mudanças e transformações. Assim, o filme vale a pena não só pela ótima premissa, como também pelo desenvolvimento de personagem, que ganha camada sobre camada a cada minuto que a história passa.

Mulher-Maravilha. O filme que salvou a DC nos cinemas após os fracassos de Esquadrão Suicida e Batman vs. Superman. Com uma heroína muito bem trabalhada, a história segue a origem da Mulher-Maravilha, desde a Ilha de Temiscira até o início de seu apogeu como uma heroína moderna. Assim, apesar de alguns probleminhas narrativos, o filme emociona os fãs da heroína e, sem dúvidas, reacende o interesse pelo universo cinematográfico da DC -- e pelos novos filmes que estão prestes a chegar.

Okja. Produção original do serviço de streaming Netflix, o filme Okja conta a história da relação de uma menina com um superporco, criado por uma empresa de alimentos. Além da crítica social por trás da história, há lirismo e poesia, transformando o filme em uma versão live action dos filmes do Studio Ghibli. É emocionante, crítico e intenso nas medidas certas. Se ainda não assistiu, corra para ver na plataforma de streaming.