• Matheus Mans

Resenha: 'A História do Cinema Para Quem Tem Pressa' é rápida e deliciosa leitura


Existem dezenas e dezenas de livros voltados para aquele público não-acadêmico, mas que quer saber mais sobre cinema e mergulhar de maneira mais aprofundada na chamada sétima arte. Já li vários desses na minha jornada, mas poucos foram tão saborosos quanto A História do Cinema Para Quem Tem Pressa, editado pela Valentina e escrito pelo jornalista Celso Sabadin.


Em cerca de 200 páginas, como já diz na bonita capa que reúne símbolos da história do cinema, o leitor é convidado a entrar em contato com os principais pontos da criação, desenvolvimento e meandros desse movimento artístico. Sem enrolação, Sabadin fala sobre os conflitos de direitos na criação dos aparelhos, pioneirismo de Méliès, a Era de Ouro, movimentos da Itália e França...


Os principais pontos do cinema são abordados aqui, sempre com o essencial e a base para quem quer saber um pouco mais sobre essa arte numa roda de conversas ou, ainda, iniciar um mergulho mais profundo. Obviamente, aqueles que já possuem algum tipo de conhecimento não vão encontrar espaço aqui para reflexão ou coisa do tipo. É, como se propõe, uma base. E só.

Interessante notar o esforço de Sabadin, que colhe frutos, em trazer o máximo possível de referências. A cada movimento, a cada estilo e a cada nuance absorvida por cineastas, o autor cita uma série de produções que exemplificam aquilo. Não fica apenas nas principais, tampouco nas óbvias. Há, aqui, material para quem quer ir além. Dá até para montar um pequeno guia.


Além disso, ao contrário do que temia, A História do Cinema Para Quem Tem Pressa não se limita em um formato de almanaque ou enciclopédia. Ainda que não se prolongue demais em momento algum, a obra conta com densidade e vai além de meras curiosidades. Traz reflexões e se propõe, em vários momentos, a trazer relações entre o "mundo real" e a sétima arte.


Enfim. A História do Cinema Para Quem Tem Pressa é um excelente livro de introdução ao cinema. Muito mais do que outros livros, há uma densidade e um domínio interessante sobre o que é contado aqui. Há sabor nas palavras de Sabadin e um certo encantamento com tudo que é demonstrado aqui. Difícil não virar a última página e sentir vontade de dar play em um filme.

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