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  • Matheus Mans

Resenha: 'Amor é Amor' leva diversidade aos quadrinhos


Foi em 12 de junho de 2016 que um terrorista americano entrou em uma boate gay em Orlando, nos Estados Unidos, e disparou. Suas balas, que foram cuspidas num ambiente lotado, mataram 50 pessoas, que estavam ali para se divertir e expressar amor. Apenas isso. Agora, esse acontecimento tão triste ganha as páginas do poderoso livro em quadrinhos Amor é Amor.


Publicado no Brasil pela Novo Século, a obra conta com uma coletânea de artes, quadrinhos e até tirinhas sobre o acontecimento. Tudo interpretado sob o olhar atento de quadrinistas e artistas que souberam interpretar o massacre a partir de vivências e opiniões particulares e, assim, obtendo um resultado delicado sobre esse acontecimento triste para todo o mundo.

Como toda coletânea, há altos e baixos no que é contado em Amor é Amor. Algumas tirinhas são mais impactantes que outras, algumas são mais sensíveis do que outras. No entanto, no geral, destaca-se a coesão entre todas as histórias. Percebe-se que esses artistas entenderam o recado e souberam passá-lo a partir de seus traços. Compreenderam o poder dessa iniciativa.


Interessante notar, também, como um mesmo fato se comporta a partir da visão de diferentes artistas. Há abordagens mais leves, outras mais densas e graves. Algumas mostram que há luz no fim do túnel, enquanto outras trazem um clima sombrio. Não há certo ou errado nessa forma de abordagem. No entanto, vale a pena navegara nas diferentes formas de encarar o fato.


Enfim. Amor é Amor é daquelas iniciativas que merecem aplausos. Por mais que tenha diferença entre as histórias, como é natural numa reunião de artistas, artes e ilustrações, há coesão no que é contado e a mensagem chega. A diversidade emana das páginas. E você fecha o quadrinho com a sensação de que o mundo precisa de mais respeito. Afinal, amor é amor.

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