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  • Matheus Mans

Resenha: 'No Fim Dá Certo' é coletânea imperdível de Fernando Sabino


Jornalista, editor e escritor, Fernando Sabino foi um dos maiores nomes da crônica brasileira, com especial foco na vida carioca. Inteligente e perspicaz, o autor conseguia adicionar camadas de comédia em assuntos, temas e acontecimentos absurdamente banais. Seus textos tinham vida. E ainda têm. Afinal, Sabino se foi. Mas suas palavras permanecem com força e graça.


É isso que mostra a coletânea No Fim Dá Certo, reeditada pelo Grupo Editorial Record. Diversa e saborosa, a obra mostra uma série de textos de Sabino que falam sobre tudo. Desde doce de coco à listas que o autor tinha mania em produzir. De romances à desilusões. De acontecimentos banais até sentimentos que, de alguma forma ou de outra, norteiam a vida.

São textos que, apesar de serem intimamente conectados com a vida e o dia a dia de Fernando Sabina, em outros tempos, conversam conosco. É o ponto alto de um bom cronista. Ele, assim como Luis Fernando Verissimo, Nelson Rodrigues e Stanislaw Ponte Preta, fala sobre o Brasil em microcosmos que dialogam com leitores. É um livro que vai do íntimo e particular pro geral.


Obviamente, por ser uma coletânea, algumas crônicas ficam abaixo, enquanto outras se destacam. A primeira, que abre o livro, é deliciosa -- e não só por falar de doce de coco, mas Um Pouco de Doçura é um bombom literário. Uma outra, sobre pérolas da tradução, é maravilhosa. Difícil segurar a gargalhada em algumas das observações espirituosas de Fernando Sabino.


Enfim. No Fim Dá Certo é daqueles livros leves, sutis, delicados. Está com um dia cheio, chato, complicado? Sente-se na sua poltrona e leia uma crônica aleatória de Fernando Sabino. Quer dar uma risada despretensiosa? É só abrir No Fim Dá Certo. É daqueles livros pra cima, gostosos, que não tem como não gostar. É pra todo mundo, para todos os público. É universal.

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