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  • Matheus Mans

Crítica: ‘Cenas de um Homicídio: Uma Família Vizinha’ é bom filme da Netflix


A Netflix se especializou, nos últimos anos, em documentários criminais. Filmes e séries como Don’t Fuck With Cats, Gênio Diabólico e até Tiger King, um dos maiores sucessos de 2020, ganharam fãs e foram elogiados por crítica e público. Agora, chega ao catálogo mais uma boa produção sobre um crime real. É Cenas de um Homicídio: Uma Família Vizinha


Dirigido por Jenny Popplewell, o longa-metragem acompanha a investigação do desaparecimento de uma mulher grávida e suas duas filhas. O principal suspeito, logo de cara? O marido. A partir daí, o espectador mergulha nessa investigação criminal aguçada e que vai levando o público no já tradicional caminho de mentiras, segredos e traições.


Para reconstruir os passos desse crime, Popplewell segue um caminho parecido desses outros filmes já citados: cenas de arquivo. Principalmente com vídeos de redes sociais e da polícia, a diretora recria com precisão as últimas semanas de Shannon, a esposa desaparecida, o marido e as filhas. É como se as câmeras estivesse lá desde o dia um. 


É um trabalho cuidadoso, e elogiável, de como Popplewell edita e monta essa grande quantidade de material de arquivo. Difícil não sentir as sensações e emoções do momento.


No entanto, e isso é preciso ser destacado, a narrativa acaba não decolando como visto em Don’t Fuck With Cats, por exemplo. Ainda que seja interessante acompanhar os desdobramentos do caso, não há momentos empolgantes ou de clímax. Tudo acaba ficando em uma só nota, fazendo com que o filme tenha uma queda considerável de ritmo.


Mas tudo bem. No final das contas, Cenas de um Homicídio: Uma Família Vizinha acaba nos oferecendo uma boa história criminal, triste e reflexiva, que coloca luz sobre esses crimes brutais cometidos diariamente, em todo o mundo, contra mulheres e crianças. Sem dúvidas, mais uma boa adição ao catálogo da Netflix sobre crimes brutais e reais.

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