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  • Matheus Mans

Novos poemas de Carlos Cardoso são recitados por Othon Bastos e Patrícia Pillar


Neste mês, alguns dos poemas da recente obra de Carlos Cardoso, Melancolia, de 2019 editora Record - eleito o melhor livro de poesia da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) - ganharam leituras dos atores Patrícia Pillar e Othon Bastos e já estão disponíveis no YouTube.


Desde o último dia 29 de março, mais seis poemas da obra podem ser conferidos no Canal Curta. Melancolia, Um Rabisco, No seu olhar, Cavalos-marinhos, Pneumonia e Pedra são recitados por Othon Bastos.


“A poesia serve para tudo! Serve para o amor, para o desamor, para o encanto e desencanto, para o sofrimento, para a dor. A poesia é tudo! Só não ver quem não quer. A poesia tá em você, tá no amigo. A poesia é amor e um grande conselheiro”, afirma Othon Bastos em nota à imprensa.


Confira, abaixo, uma entrevista enviada à imprensa com Othon Bastos sobre poesia, sobre a consideração com obra do poeta Carlos Cardoso e a relação do ator baiano com a literatura.


Othon, qual a sua relação com a poesia?


Othon Bastos: A minha relação com a poesia é uma relação de beleza, de amor, de encantamento. Tudo é poesia. Se você olhar para um canto qualquer e vir uma coisa bonita já é uma poesia; ver um descampado é uma poesia; você ver uma árvore é poesia. Deus fez a poesia. Ela está aí e só não ouve, só não vê e só não sente, quem não quer. Tudo é poesia. Amizade é poesia! A minha relação com a poesia é esse encantamento. Adoro, amo a poesia. Talvez ela não me ame tanto, mas eu a amo.

Como a poesia entrou na sua vida?


Othon: A poesia entrou cedo na minha vida. Aos 7, 8, 9 anos meu pai, que era um poeta bissexto, se reunia com os amigos numa espécie de sarau. Eu ficava ouvindo e encantado com os sons das palavras, das rimas, mesmo sem entender muitas palavras, mas os dizeres dos poetas, como falavam bonito, como faziam a comparação da flor, do amor, do sentimento. Isso me empolgava. O poeta que me chamou muito atenção e que meu pai adorava, era o Augusto dos Anjos. Mesmo com dificuldade para entender tudo, eu adorava e também fui me apaixonando.


Quais seus poetas preferidos?


Othon: Pergunta mais difícil de responder. Não tenho uma preferencia doentia por um por outro. O poeta é um amigo, um conselheiro que chega para você e através da poesia e te dá um recado. Dependendo do seu estado emocional sempre é um recado para você. Cada poeta diz de uma maneira diferente. O poeta faz com que você compreenda o sentido da vida, faz com que você ame a vida, faz com que você abra sua cabeça, seus olhos, e abre teu coração. Por isso que o meu poeta favorito é o poeta do momento. Aquele que estou lendo. No paraíso dos poetas as palavras são anjos. Poeta você guarda como se fosse um anjo da guarda.

Qual sua impressão sobre o livro “Melancolia”?


Othon: Melancolia...quantos significados tem essa palavra. Melancolia...é a própria palavra... Melancolia... Melancolia, palavra linda! Tem tudo que você pode imaginar nessa palavra, mas o que em encantou no livro do Carlos é o modo como ele fala da Melancolia... com muita esperança... Uma melancolia que ele lembra que a vida é importante e não um aborrecimento, uma tristeza uma aflição, uma coisa escura. Nada! É como se bastasse um raio de sol para afugentar todas, todas as escuridões. Eu gostei do livro e por isso me deu uma vontade de ler as poesias dele. É um poeta com uma imensidão pela frente. Ele tem muita vontade dentro dele. Ele diz com muita esperança “trago no bolso uma arma que é o papel e uma caneta sem pólvora”. Ele vai crescer ainda mais como poeta e não é a toa que ganhou um importante prêmio. As pessoas perceberam o significado desse livro e o significado da palavra Melancolia.,. Parabéns!

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