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  • Matheus Mans

Os 5 melhores livros de 2021


Ao contrário das tradicionais listas de melhores filmes da temporada, as listas de melhores livros e leituras é certamente desafiadora. Afinal, é possível assistir a uma boa quantidade de filmes ao longo do ano — desta vez, aqui no Esquina, gabaritamos os lançamentos nos cinemas. Mas é impossível ler todos os livros. Dezenas de lançamentos todos os meses, centenas no ano.


Por isso, como sempre ressaltamos, esta lista é mais um compilado das melhores experiências literárias que tivemos no ano. Ao contrário de outros anos, desta vez, não colocamos obras de outros tempos e que foram lidas por nós só agora. Focamos nos lançamentos. Quem sabe, em outro momento, fazemos as "melhores leituras". Por enquanto, fique com os livros de destaque.


Terra Alta


Thriller espanhol de altíssima qualidade, Terra Alta é mais um exemplo de como o escritor Javier Cercas é um dos principais nomes do gênero na atualidade. Com brincadeiras temporais interessantes, o livro acompanha a investigação de um casal de idosos que é morto em uma pequena cidade da Espanha. A partir daí, o investigador Melchior entra numa jornada também muito pessoal, enquanto tenta descobrir o que aconteceu na noite do crime. Resenha AQUI.


Depois


Stephen King mostra que ainda está em plena forma com Depois. Livro rápido e divertido, que passa como um sopro de tensão, ele nos conta a história de um rapaz que pode ver pessoas mortas. Só que ao contrário do que acontece no filme O Sexto Sentido, de M. Night Shyamalan, o resultado dessa conexão com o além não é tão interessante. Jamie, o protagonista, começa a enfrentar momentos tensos com os tais fantasmas e a descobrir regras do "mundo de lá". Original e criativo, o livro talvez seja uma das leituras mais agradáveis (e tensas!) de 2021.


Em Queda


Talvez seja o melhor livro de suspense do ano, ainda que com algumas derrapadas aqui e ali. Na trama, acompanhamos um piloto de avião que, já no ar dos Estados Unidos, recebe uma ligação de sua família. Só que ao invés de ver a esposa e filhos bem e felizes, o protagonista encontra uma situação desesperadora: um homem ameaçando a família. É neste momento que surge o plot do livro, em que esse criminoso faz uma espécie de sequestro à distância do avião. Tenso, o livro nos faz segurar o fôlego conforme a obra avança e vai se complicando. Crítica AQUI.


Solidão e Companhia


O escritor colombiano Gabriel García Márquez não poderia ter, de forma alguma, uma biografia sobre sua vida escrita de maneira convencional, não é mesmo? Solidão e Companhia busca surpreender a audiência por meio de depoimentos de amigos e familiares. Ao longo de mais de três dezenas de capítulos, a escritora e jornalista Silvana Paternostro guia o leitor por uma série de assuntos que dizem respeito ao escritor: a criação pelos avós, a fama, as inspirações... É um mergulho completo e uma das melhores homenagens que Márquez poderia ter. Crítica AQUI.


Pequena Coreografia do Adeus


E que grande surpresa está nas 200 e poucas páginas de Pequena Coreografia do Adeus, livro de Aline Bei. Seguindo uma linha narrativa bem parecida com O Peso do Pássaro Morto, a obra mergulha na história de Júlia Terra, jovem que está passando por um longo e lento processo de autoconhecimento e de autoaceitação enquanto precisa lidar com a relação conturbada com a mãe e enfrentar alguns outros dilemas e problemas pessoas — tendo a arte, no meio disso tudo, um papel importante. É um livro sensível e delicado, que emociona com força e originalidade.


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