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  • Matheus Mans

Resenha: 'Assassin’s Creed Valhalla: A Saga de Geirmund' é boa aventura literária

Atualizado: Jun 18


Game com milhões de cópias vendidas ao redor do mundo, a saga Assassin's Creed também ganhou seu espaço na literatura. Com mais de uma dezena de livros publicados, a saga mergulha ainda mais na mitologia da história de um embate. De um lado, os Assassinos, que desejam a paz através do livre arbítrio, e os Templários, que têm o objetivo de dominar o mundo.


Em Assassin's Creed Valhalla: A Saga de Geirmund, vamos ainda mais fundo nessa trama inicial. Escrito por Matthew J. Kirby, a obra se passa no século IX. Neste momento, os reis de Wessex sonham já há alguns séculos com a unificação total da Bretanha. No entanto, precisam lutar contra uma terrível ameaça que vem do Leste, capaz de colocar em xeque a sua soberania.


São os vikings, que pela primeira vez decidem juntar suas forças e concentrar seus esforços na conquista dos verdes litorais controlados pelos saxões. No centro disso, Geirmund Hel-hide, que parte em uma missão para provar seu valor como viking e como grande guerreiro. Na sua jornada, ele encontra seres mitológicos, sobe na cadeia da guerra e, enfim, luta ao máximo.

Kirby, a todo momento, busca trazer elementos históricos reais para calcar sua história. Como se fosse um "Ken Follett da aventura", ele vai brincando com esses fatos, registrados em livros de história, para ampliar a história de Assassin's Creed. É, dessa forma, um livro que agrada dois tipos de público: os que gostam de fantasias histórias e os que buscam boas aventuras.


Geirmund Hel-hide, esse personagem que tem seu nome cravado no subtítulo, tem uma boa apresentação na saga. Tem camadas, não é raso, possui defeitos, falhas, fraquezas e emoções saltando nas páginas do livro. Kirby, aqui, encontrou um bom caminho. Pena que personagens coadjuvantes na história não tenham a mesma força, patinando numa mesmice cansativa.


Mas, apesar dessa falta, Assassin's Creed Valhalla: A Saga de Geirmund é um livro que agrada. Falhas vistas nos primeiros livros da saga, como personagens demasiadamente artificiais e dificuldade em recriar a ambientação, somem com uma história bem escrita e explorada pelo autor. Por fim, destaque para a boa diagramação pela Planeta de Livros. Empolga a leitura.

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