• Matheus Mans

Resenha: 'Crimes e Castigos' reinterpreta livro de Dostoiévski


A obra Crime e Castigo, do russo Fiódor Dostoiévski, é um dos maiores romances de todos os tempos. Cru, frio e, ainda assim, emocional, o livro narra a história de um jovem estudante que comete um assassinato e se vê perseguido por sua incapacidade de continuar a viver normalmente depois disso. É uma história potente e que ainda dialoga com os dias de hoje.


Não é à toa, assim, a existência do gostoso livro Crimes e Castigos, produção nacional editada pela Editora do Brasil e organizada por Severino Rodrigues. Tomando de partida a obra do autor russo, essa coletânea de contos reúne sete histórias que reinterpretam, adaptam ou dialogam com a história original de Crime e Castigo. São adaptações modernas da obra sobre nossa vida.


Assim, ao longo dessas sete narrativas, o leitor é convidado a embarcar numa deliciosa jornada de diferentes perspectivas. É como se a trama de Dostoiévski fosse colocada para apreciação.


É claro que, sendo uma coletânea de contos, há altos e baixos. O Que Foi Que Eu Fiz?, que abre a coletânea, é a história mais próxima do original. Depois, se seguem breves narrativas sobre divulgação de imagens íntimas (Uma Imagem, Mil Conflitos), relação com famosos (O Número 1, a história de mais potencial e a mais desperdiçada) e até mesmo vingança (A Amiga Perfeita).


Todas elas, claro, tratando de castigo e, principalmente, de culpa. Atitudes reavaliadas e com releituras da obra original que ganham uma repaginada ideal para o público mais juvenil.


Dessa forma, quem sabe, Crime e Castigo pode ser uma boa porta de entrada para esse público mais novo, que ainda está se adaptando às grandes obras da literatura, para uma narrativa como a de Dostoiévski. Bem que poderíamos ter mais obras assim, que ajudam jovens leitores a adentrarem num universo literário mais denso. É a obra ideal para formação de público.

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