• Matheus Mans

Resenha: 'O Conto de Slither' amplia universo do Caça-Feitiços


Que série gostosa (e longa!) é O Aprendiz do Caça-Feitiço. Escrita por Joseph Delaney, a saga já conta com doze livros publicados no exterior, um filme e a previsão de mais algumas histórias para concluir de vez a jornada do tal aprendiz. E a última publicação no Brasil, pelas mãos da Editora Bertrand Brasil, expande o universo de maneira surpreendente enquanto se mantém.


É o bom livro O Conto de Slither, décimo primeiro livro da saga -- e último em português, enquanto a editora não coloca Alice, o décimo segundo, no mercado. Aqui, a história começa como um spin-off. Afinal, Delaney se dedica a contar um pouco mais da história de Slither, que dá nome ao título, e que não tem nada a ver com o Caça-Feitiços, Alice ou o jovem Aprendiz.


Ele é, na verdade, uma criatura com visual de raposa e hábitos de vampiro. Afinal, mantém humanos numa espécie de "fazenda" e suga seu sangue quando precisa. É quase uma relação parasitária. No entanto, a vida de Slither muda quando um homem de sua fazenda morre. E, por conta de uma promessa, a criatura se vê obrigada a levar as filhas para um lugar distante.

Mantendo a narrativa saborosa do restante da saga, com uma mistura de fantasia e terror que fazem sentido, O Conto de Slither parece não fazer muito sentido em um primeiro momento. Será que Delaney escreveu este livro apenas para aumentar o tamanho da sua obra? Será que faz sentido tê-la dentro do universo do Caça-Feitiços? Para onde vamos com essa jornada?


No entanto, como sempre, Delaney sabe para onde ir. E, aos poucos, acaba colocando elementos dos livros anteriores para incrementar a narrativa. Fica empolgante, divertido. Quando viramos a última página, assim como as obras anteriores, temos vontade de ler mais e mais e mais. É um universo saboroso (ainda que esteja pendendo para a saturação) e que encontra seu potencial.


Assim, é difícil não segurar a ansiedade para o lançamento do 12º livro -- que a Bertrand Brasil prometeu ser para 2020. O universo criado por Delaney é um convite à imaginação, no qual criamos vínculos com personagens como poucos. Merecia tanto destaque quanto a obra de Harry Potter, As Crônicas de Nárnia e afins. Afinal, poucas sagas são tão mágicas assim.

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