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  • Matheus Mans

Resenha: 'Se Quiser Mudar o Mundo' é farol contra a ignorância


Doutora em sociologia, Sabrina Fernandes é uma das vozes políticas mais interessantes em atividade. Por meio de seu canal Tese Onze, no YouTube, ela dissemina sua interpretação política de mundo, sempre com um embasamento teórico importante e uma prática pulsante. Agora, ela leva essa sua iluminação política para as páginas dos livros no bom Se Quiser Mudar o Mundo.


Editado pela Planeta, o livro é um apanhado bem ordenado de observações e olhares de Sabrina sobre a política ao nosso redor e, principalmente, sobre o ecossocialismo -- vertente política de esquerda que Sabina não esconde em momento algum; pelo contrário. Assim, ao longo de cerca de 180 páginas, excluindo bibliografia, mergulhamos mais nesse olhar particular de Sabrina.

O fato dela nunca esconder sua orientação política ou olhar sobre o mundo é enriquecedor. Como outras literaturas sobre fascismo que falamos sobre recentemente, Se Quiser Mudar o Mundo acerta ao não se esconder sobre supostos apartidarismos que só favorecem a política sem profundidade, sem democracia. Partidos e orientações políticas são necessários.


Além disso, a autora não se esconde atrás de uma linguagem difícil ou acadêmica demais. A explicação do que é o materialismo dialético, por exemplo, é uma aula -- um capítulo cuidadoso, bem fundamentado, aprofundado e, ainda assim, acessível. Não recai, assim, naquele problema clássico da esquerda brasileira moderna em exagerar no distanciamento com o grande público.


Enfim, Se Quiser Mudar o Mundo é daqueles livros essenciais para aqueles que simpatizam com a esquerda, ou que ainda não se encontram em nenhum polo político, e querem aprofundar ideias e ideais políticos. Afinal, não é um livro para se ater e seguir passo a passo, como um guia. É um ponto de partida, uma ideia inicial, para ir além, pensar e conseguir ser pensante.

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